William Bonner mostra seu ‘novo’ Escort XR3 que foi de Ayrton Senna

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William Bonner encerra mistério e mostra detalhes de seu novo carro antigo

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Ford Escort XR3, novo carro de William Bonner

Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo 

09/10/2021 22h45

fc52aa844584d0e0293ff30741f4a24eAyrton Senna com seu Escort XR3 vermelho

William Bonner matou a curiosidade dos fãs e mostrou imagens da nova aquisição para sua garagem. E, conforme tinha apontado o UOL Carros, carro em questão era realmente um Ford Escort XR3, na cor vermelha. 

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Fã de carros antigos, o apresentador do Jornal Nacional, da Rede Globo, havia revelado até então apenas o interior de seu novo veículo, em postagem em que relembrou histórias da sua infância.

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A primeira geração do Escort XR3 foi vendida no Brasil de 1983 a 1985. Com motor transversal de quatro cilindros, ele tinha como destaques ainda suspensão independente nas quatro rodas e a aerodinâmica.

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O modelo tem cerca de 82 cv, o que desapontava frente aos 97 cv presentes na versão europeia do veículo na mesma época. Entretanto, seu DNA esportivo nas respostas rápidas e na boa estabilidade fizeram com que ganhasse o coração de muitos apaixonados por carros na época.

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Um de seus ilustres proprietários foi ninguém menos que o tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna, inclusive citado no texto de Bonner. O Escort XR3 nesta versão vai de 0 a 100 km/h em 14s e pode alcançar um máximo de 164 km/h.

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William Bonner:

Alguns me entendem. Outros não. Meu pai, que não era ligado em carros, me contou muitas e muitas vezes que chegava do trabalho exausto, à noite, e, às vezes, precisava me botar no banco de trás da Vemaguet pra “dá-uma-volta-incaio.” Era como ele imitava meu jeito de falar aos 4 anos. Dizia ele que eu insistia até convencê-lo. Malinha sem alça. E, uma vez a bordo, apagava antes de percorrer as quatro ruas do quarteirão, no Tatuapé, em São Paulo.
Segundo meu pai, qualquer “carrinho de ferro” que eu manuseasse produzia o mesmo ruído de escapamento da Vemaguet. Eu inflava as bochechas, comprimia os lábios e fazia força pra expulsar o ar, acompanhado de uma nuvem de perdigotos.
Não sei a origem do meu gosto, minha paixão por automóveis. Não sinto a mesma coisa por motos, nem aviões ou helicópteros. Trens nunca me interessaram. Mas aquela estrutura motorizada sobre 4 pneus era outra conversa. E o volante.
Desde muito pequeno, eu me sentava no banco do motorista do carro do meu pai, na garagem, e viajava ao infinito e além, mãozinhas na direção, a boca sonorizando a aventura, perdigotos em profusão.
Quando cheguei à idade de poder dirigir, na década de 1980, existiam 2 carros que me encantavam. Versões esportivas de modelos compactos nacionais. Um tinha um vermelho alaranjado. O nome da cor oficial em inglês significava “explosão solar”. O outro esportivo que me perturbava os sonhos era de um vermelho puro. Um vermelho “real”, como se chamava, também na língua inglesa. E ambos eram absolutamente inacessíveis. Caríssimos.
Depois que completei 50 anos, pedi a um negociante de automóveis que achasse um daqueles carros em bom estado. Queria o sonho na minha garagem.
Ele achou.
Mandei restaurar.
Ficou perfeito.
E me permitiu, a cada “volta-incaio”, retornar aos meus 21 anos. Ou ao sonho dos meus 21 anos.
Há 3 semanas, o outro modelo esportivo, o da explosão solar, estacionou na minha garagem. O outro sonho dos 20 anos. Conservadíssimo.
Meu pai chegou a ter uma outra versão desse carro, menos cara. O painel era parecido, claro. Mas não tinha o volante pequeno, esportivo. Não era o carro do Ayrton. Era o do meu pai.

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Vermelho real 

244877375 608433856997129 8397352241128325429 nFalei errado. Não é “queimadura de sol”. É “explosão solar”.

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