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Vyni, do BBB 22, fala de Eliezer, haters e ajuda à família: 'Não estou atrás de contatinhos, quero contratos'

Eliminado do Big Brother celebra oportunidades pós-reality: ‘Minha avó não vai mais precisar acordar às cinco da manhã e dormir às onze da noite na beira de um fogão’; veja mais!

Antes de entrar no Big Brother Brasil, Marcus Vinicius Fernandes de Sousa — o Vyni do BBB 22 — se preparou para, como ele mesmo define, o pior — “piada, comentário maldoso, qualquer coisa que pudesse me afetar” — e se armou como se arma quem está acostumado a só lidar com os espinhos da vida.

Só que na casa mais vigiada do Brasil, o que ele encontrou foi o oposto. “Fiquei meio sem saber o que fazer”, explica.

O resultado — foi chamado de carente, taxado de planta e criticado em proporções que desequilibrariam até a mais centrada das pessoas.

“Foi a coisa mais louca que já fiz na minha vida — e olha que já fiz muita coisa louca na minha vida. Foi uma experiência surreal. Principalmente de autodescoberta e autoconhecimento.”

Aqui fora, o cearense do Crato, de 24 anos, tenta organizar em palavras o que pode ter afetado sua trajetória dentro do programa.

“O tempo foi passando e fui me fechando, para mim e para as relações. Esquecendo de me priorizar e priorizando mais as outras pessoas.”

Pouco menos de um mês após sua eliminação, Vyni — que posou para o fotógrafo Trumpas no ensaio exclusivo que ilustra esse conteúdo — reflete sobre a experiência no reality, a amizade com Eliezer — e a opinião dos haters sobre isso —, as oportunidades e novos projetos que estão surgindo em sua vida e de que forma pretende ajudar a sua família.

O BBB: expectativa versus realidade

“Quando entrei na casa, já fui preparado e armado para rebater tudo aquilo contra mim: piada, comentário maldoso, qualquer coisa que pudesse me afetar. Era o que eu estava acostumado a receber na vida. Só que, quando cheguei na casa, ao invés de ter atrito, as pessoas gostaram de mim.”

“Quando vi tanta gente me dando amor e carinho, fiquei meio sem saber o que fazer. Não era um sentimento com o qual eu estava acostumado, de ser acolhido. Acabei ficando perdido, me balançou. E isso vem de todas as minhas vivências.”

Vyni & Eliezer

“Tudo lá dentro da casa é multiplicado vezes dez mil. Às vezes, uma demonstração de carinho pode ser interpretada de várias maneiras possíveis. Tanto por quem está assistindo, quanto por quem está vivendo. O que a gente teve ali foi uma grande amizade, uma grande conexão que, de uma maneira estranha, que não vou contar — prefiro falar diretamente para ele um dia, se tiver a oportunidade — já veio antes mesmo do programa. Mas sobre me apaixonar, acredito que não.”

“Me vejo fazendo terapia como uma pessoa carente, uma pessoa que, como era acostumada a receber pancada da vida, qualquer afeto que me demonstrassem, eu me apegava de uma maneira surreal. Me apeguei muito a ele. Em alguns momentos, isso pode ter gerado essa confusão na cabeça das pessoas.”

‘A amizade…  Nem mesmo a força do tempo irá destruir’

“Fiquei bem admirado com as coisas que li e que ouvi falar. Não posso dizer que estou surpreso porque, em vários momentos, falei que nossa relação poderia ser mal vista aqui fora ou interpretada de uma maneira diferente. É o tipo de relação que tenho com meus amigos, mas eu estava sob o olhar do Brasil inteiro. Vejo que outras pessoas brincam da mesma forma, mas não têm a mesma repercussão que teve especificamente comigo. Mas não me deixo afetar, não.”

“Ele foi uma pessoa importante lá dentro, uma grande amizade. Foi um porto seguro, como acredito que eu tenha sido para ele. Qualquer erro que eu tenha cometido em relação ao jogo, diz respeito só à mim. Fui eu quem me fechei para o jogo e priorizei as outras pessoas. Não vou jogar a culpa em ninguém. As responsabilidades dos meus atos são minhas. Só acho que não deveria ter tanto julgamento como tive…”

Um beijo para os haters

“Qualquer mensagem de ódio, de um hater, que seja feita sem crítica construtiva, machuca. Não tem como dizer que não te afeta, porque em algum momento você vai estar fragilizado e vai olhar aquilo e se magoar, mesmo sendo uma coisa tão pequena.”

“Quando o hater fala que você é forçado naquilo, ele não quer que você melhore, simplesmente que você não faça mais aquilo. É querer que você anule sua vida. Já fiz isso tempo demais. Então, não vou permitir que as pessoas digam o que devo ou não fazer.”

Contatinhos? Não, obrigado!

“Não estou pensando em contatinho de jeito nenhum, minha gente! Não quero contatinho nem agora, nem por tempo indeterminado. Não estou atrás de contato, estou atrás de contratos!”

“Prefiro focar cem por cento em construir uma carreira, em aproveitar esse momento, focar no trabalho… Não que uma coisa impeça a outra — porque dá para conciliar os dois — mas já tenho uma tendência a me jogar de cabeça nas coisas, então prefiro me jogar de cabeça no trabalho e deixar essa parte do contatinho em stand by. Vou deixar para lá…”

“Nunca foi uma prioridade na minha vida, também não vai ser agora. Até porque preciso de um pouquinho — um pouquinho, assim, bem muito — de terapia porque carência, vocês já sabem, quando dá um pouquinho de afeto, de coisinha boa, já imagina outra coisa (risos).”

Seguidores, fama, carinho dos fãs…

“Graças a Deus, não saí odiado por ninguém, muito pelo contrário. Saí muito bem acolhido. Dentro da casa, sofri uma onda de hate aqui fora, bem desproporcional, acredito. Mas, quando passou tudo, as pessoas me acolheram e me abraçaram.”

“Vem gente na rua para tirar foto e dizer que não torcia por mim, mas, aqui fora, me acha mais legal, me acompanha, me fazem convites… É isso que a gente fala: o jogo fica dentro da casa, depois é vida que segue.”

‘Quero dar à mainha a velhice que ela merece’

“Quando vejo as oportunidades, isso me dá esperança. De que minha avó não vai mais precisar acordar 5 horas da manhã e dormir às 23h, na beira de um fogão.”

“Saber que, agora, sim, estou podendo reformar minha casa, o restaurante. Saber que com o fruto do meu trabalho aqui fora, vou poder dar uma vida melhor e mais confortável para eles, mais confortável. Quero dar à mainha a velhice que ela merece, que possa aproveitar. Ao meu pai, as oportunidades que ele não teve. Dar possibilidades. Que eles possam realmente olhar para a situação deles e dizer: ‘hoje, nós somos felizes’.”

Próximos planos? ‘É segredo’

“Tenho um leque de opções, de coisas que posso enxergar, estudar e me dedicar. Seja no humor, na dança, no teatro… Nunca tive oportunidade financeira para me profissionalizar. E, agora, vejo o mundo se abrir à minha frente. E já tem projeto vindo! Por enquanto, é segredo. Quero falar quando estiver tudo certinho. Mas, se quiser spoiler, quem assistiu à edição, vai entender do que estou falando.”

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