Você viu? Bolsonaro no inquérito das fake news

jair bolsonaro

Uma seleção de reportagens publicadas no G1 com as notícias de 2 a 6 de agosto.

Os ataques e ameaças de Bolsonaro à Constituição após ter seu nome incluído no inquérito do STF que investiga fake news. O depoimento do reverendo que negociou vacinas pelo governo na volta da CPI da Cøvid. Brasileiros no pódio das Olímpiadas de Tóquio e as comemorações das famílias pelo Brasil. A suspeita de doping no time de vôlei feminino.

Atendendo a um pedido feito pelo TSE, que solicitou investigação sobre os constantes ataques às urnas eletrônicas promovidos por Jair Bolsonaro, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a inclusão do presidente no inquérito das fake news. Os 11 possíveis crimes que teriam sido cometidos por Bolsonaro, segundo a decisão de Moraes, incluem calúnia, difamação, injúria e incitação ao crime. Bolsonaro é defensor do voto impresso, que já foi julgado inconstitucional pelo STF, e promove constantes ataques ao sistema eleitoral do país.

Bolsonaro, então, intensificou seus ataques à Suprema Corte e ameaçou agir fora da Constituição. Em resposta, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, cancelou a reunião que haveria entre os chefes de poderes. “Quando se atinge um dos integrantes, se atinge a Corte por inteiro”, disse Fux.

Após recesso, a CPI da Cøvid voltou ouvindo o reverendo Amilton Gomes, considerado peça-chave na apuração sobre as supostas negociações irregulares do governo para compra de vacinas. Seu depoimento foi considerado confuso e teve momentos constrangedores: ele chorou ao dizer que a instituição que comanda tinha “interesse humanitário” na negociação. O reverendo, que falou de si na 3ª pessoa (e foi ironizado por isso), afirmou não conhecer “ninguém do governo federal”, embora tenha participado de tratativas para uma suposta venda de 400 milhões de doses da AstraZeneca.

Quem também depôs foi o empresário e ex-deputado Airton Soligo, que virou alvo da CPI por ter atuado por 2 meses no Ministério da Saúde sem nenhuma função oficial. Conhecido como Airton Cascavel, ele disse à comissão ter atuado como “colaborador eventual” e negou ter obtido qualquer “vantagem pessoal”.

Outro depoente da semana foi um ex-assessor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, o tenente-coronel da reserva Marcelo Blanco. O militar entrou na mira da comissão porque esteve no jantar em que houve o suposto pedido de propina de US$ 1 por dose na negociação de vacinas da AstraZeneca. Em 7 horas de sessão, Blanco negou ter pedido dinheiro por fora na transação de imunizantes e disse que, na verdade, a sua intenção ao entrar em contato com intermediários era tratar com o mercado privado — mas não convenceu os senadores.

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