Viúva de MC Kevin: 'Só queria saber a verdade. Que ele estava lá me traindo eu já sei, quero continuar o amando'

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“São muitas dúvidas, sei que eu só queria saber a verdade. Que ele estava lá me traindo eu já sei”. Esse é o relato de Deolane Bezerra, viúva do MC Kevin. Ela conversou com o Fantástico sobre o que aconteceu depois do último show do cantor no Rio de Janeiro, no sábado (15).

O funkeiro Kevin Nascimento Bueno, o MC Kevin, de 23 anos, morreu na noite de domingo (16) depois de cair do 5º andar do hotel onde estava hospedado, na Barra da Tijuca. Kevin e Deolane ficaram noivos no México, em abril deste ano.

Deolane conta que ela não usa droga, mas que o Kevin sim – no dia da morte do cantor, ele fumou maconha e tomou MD, uma droga sintética. E relatou como foram as horas seguintes ao show.

“Chegamos ao hotel, subimos, o Kevin já tinha tirado a roupa pra tomar banho e dormir. Me liga algum amigo dele ou manda mensagem. E fala que tem que renovar o hotel. Eu falei: ‘tá bom’. Pega o dinheiro, dou pra ele e ele desce pra pagar essa diária a mais”, conta a noiva.

“Daqui a pouco o Kevin manda o segurança dele subir pra pegar o dinheiro de mais uma diária, de outro amigo dele. Eu chamo ele e falo: ‘é uma diária ou duas, Kevin?’ Ele vai até a porta do elevador atrás de mim e eu falo: ‘ah, Kevin, tá bom, fica aí, fica aí’. E subo. Eu tomo banho e durmo”, destaca.

Sem Deolanda, Kevin resolve ir para um quiosque da orla com um grupo de amigos, onde, segundo a polícia, os jovens beberam e usaram drogas. Na praia, eles conheceram Bianca Domingues, que se apresenta como modelo e acompanhante de luxo, e começam a conversar.

Deolane relata que o cantor mandou muitas mensagens enquanto estava no quiosque. “O Kevin começou a mandar bastante mensagem antes de eu dormir, eu nem queria brigar, bloqueei. Quando eu acordei, eu vi as mensagens que ele tinha mandado. O Kevin me mandou o local que ele estava, mandou vídeo falando que me amava, falando que se eu quisesse ir lá ou ligar de vídeo, que ele iria me atender, só que eu estava dormindo, eu não estava acordada”, ressalta a advogada.

Segundo as investigações, após um tempo, por volta das 17h20, o grupo de amigos decide deixar o quiosque e ir para o hotel. O destino é a suíte 502. No quarto, inicialmente, se encontram, Kevin, o amigo MC VK e Bianca. Segundo os depoimentos prestados à polícia, o combinado entre os três era R$ 1.000 para cada um em troca de sexo.

Deolane conta que acordou no fim da tarde: “Acordei 18h06, 18h05, por aí, com a minha amiga batendo na porta, ela e o esposo dela. O Lucas fala: ‘cadê o Kevin?’ [Respondo]: ‘Não sei, não sei, não tá lá embaixo?'”

Lucas é um amigo de Kevin, que também viajou ao Rio com o grupo.

“O Lucas desceu pra procurar ele, daqui a pouco o Lucas volta: o Kevin se jogou. O quê? Como assim? Não entendi. O Kevin se jogou, o Kevin se jogou. Eu quero descer, eles não deixam eu descer. Quando eu desço, eu não consigo ter acesso ao corpo do Kevin, eles não me deixam ir até o corpo. Então eu fico ali na porta do hotel esperando. Vejo a maca trazendo ele entrando na ambulância”, relembra.

Do hospital, Deolane foi à delegacia prestar depoimento, acompanhada da irmã. “Ela falou: ‘espera lá fora que eu tô conversando com o delegado’. Eu estranhei. E entrei no carro. Já estava no carro, minha irmã chegou logo em seguida. Falei: ‘fala o que está acontecendo’. Aí ela falou: ‘tinha uma mulher lá'”.

A advogada frisa que sente muito a falta de Kevin, que nunca foi tão amada e nunca amou tanto em tão pouco tempo.

“Eu quero continuar o amando, quero que respeitem a memória dele. Não gosto de julgamentos, nunca julguei, e acho que julgar uma pessoa que não tá aqui pra se defender não é válido”, desabafa.

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