Vinho de Jatobá: como fazer esse potente remédio natural

9304e790346407.5e1508b8cce9e

Para extrair a seiva, é necessário fazer um furo até chegar ao centro do caule do jatobá, a “veia”, como diz o dito popular, justamente onde corre a seiva da árvore e aguardar, logo começa a pingar o líquido escuro.

Pronto, basta colocar um “caninho” para facilitar escorrer o vinho para um balde ou bacia.

O processo é parecido com a colheita do látex, retirado da seringueira para fazer borracha.

Benefícios

Segundo Hélio, do alto de seus conhecimentos populares como raizeiro, a casca, a semente, a resina, as folhas e o vinho do jatobá são remédios potentes.

Para ele a árvore toda é medicinal.

Especificamente sobre o “vinho de jatobá”, de sabor terroso e adstringente, muito apreciado na região amazônica, segundo a literatura popular, é indicado para:

  • problemas na próstata
  • impotência sᕮxual
  • gastrite
  • bactéria do estomago
  • impotência sᕮxual
  • fraqueza
  • problemas respiratórios e dores em geral.

Pesquisadores da Embrapa, Helio Tonini e Marcelo Francia Arco-verde, afirmam que

“em relação ao uso medicinal, o jatobá tem uma história ancestral de uso por parte dos indígenas. A casca das árvores é macerada pelos índios Karaja no Peru para tratar diarreias. O chá da casca também é utilizado como anti-hemorrágico e vermífugo”.

Ainda segundo os pesquisadores, na Amazônia peruana é utilizado para tratar

  • cistite
  • hepatite
  • prostatite e tosse.

Já na Amazônia brasileira, a seiva ou o “vinho de jatobá”, é utilizado como

  • tônico fortificante
  • para combater a tosse,
  • a bronquite
  • e problemas estomacais.

Os pesquisadores afirmam ainda que

“estudos fitoquímicos recentes sobre a resina da planta do jatobá, foram observadas propriedades antioxidantes e a presença de terpenes e fenólicos, responsáveis por proteger a árvore do ataque de fungos. Este fato ajuda a explicar porque ás árvores de jatobá apresentam a casca do tronco limpa, sem a presença de fungos, fato raro na floresta tropical úmida”.

O Jatobá

Mais conhecido como jatobá, mas também chamado de jutaí, jataíba, jatobá-mirim, quebra-facão e farinheira, seu nome científico é Hymenaea courbaril L., planta da família das Caesalpinaceae (Leguminosaea).

O nome científico Hymenaea deriva do grego hymen, “deus do matrimônio” e faz alusão aos dois folíolos pareados das folhas.

Já o nome popular, jatobá, é de orgiem tupi va-atã-yba, e significa “árvore de fruto duro”.

O jatobá é árvore nativa da América tropical, originária do México e das Antilhas, e no Brasil, pode ser encontrada em todo o território, com maior abundância entre o Piauí até o norte do Paraná.

Propriedades medicinais

Segundo a pesquisa publicada pela Embrapa “O Jatobá (Hymenaea courbaril L.); crescimento, potencialidades e usos”, estudos realizados a partir dos anos 70, encontraram propriedades antimicrobianas e antibacterianas contra organismos como Pseudomonas, Staphylococcus e Bacillus.

Nessa pesquisa, disponível na internet, é descrito o uso medicinal do jatobá em diversos países das Américas:

  • Brasil: dor de estômago, anemia, falta de apetite, artrite, bronquite, bursite, descongestionante, diarréia, desinteria, febre, flatulência, fungicida, hemorragias, hematuria, hepatite, faringite, tuberculose, laxante, uretrite, retenção de urina e vermífugo.
  • Guatemala: diurético, febre, reumatismo, úlceras de boca.
  • Haiti : anti-séptico, artrite, asma, diarréia, dor de cabeça, laxante, reumatismo.
  • México: asma, laxante, reumatismo, sedativo.
  • Panamá: asma, diabete, diarréia, hipoglicemia, úlceras de boca.
  • Peru: tosse, cistite, diarréia, hepatite, prostatite. Venezuela: fraturas, vermífugo, problemas nos pulmões.
  • Venezuela: fraturas, vermífugo, problemas nos pulmões.

Agora, com todas essas informações, é hora de produzir o teu vinho. Siga o vídeo e boa vinhada!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.