Vereadores discutem durante votação na Câmara: "Seus bostas"

Sem titulo 346

Os ânimos ficaram acirrados entre os vereadores Erika Hilton (PSol) e Rubinho Nunes (PSL) na sessão em que será votada, em segundo turno, a reforma da Previdência na Câmara Municipal de São Paulo, nesta quarta-feira (10/11).

Enquanto discursava, a vereadora, contrária ao projeto, chamou os integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) de “moleques mimados” e “bostas”. Em resposta, Nunes, relator da proposta, foi em direção à tribuna e precisou ser contido por outros parlamentares.

No Twitter, Erika Hilton disse que foi xingada e intimidada por Rubinho Nunes. O vereador a rebateu, dizendo também na rede social: “Calma, vereadora! Não adianta me xingar, a mamata vai acabar de qualquer jeito”.

A reforma da Previdência apresentada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) prevê alíquota de 14% sobre a remuneração de servidores com salários na faixa de até R$ 6,4 mil, que atualmente é isenta de taxação. Cerca de 63 mil funcionários do município serão afetados.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que “mantém diálogo permanente com todas as entidades sindicais e reafirma a preocupação com a sustentabilidade do sistema previdenciário municipal e com a responsabilidade fiscal”.

“O déficit atuarial estimado para longo prazo atualmente é de R$ 171 bilhões, um dos principais riscos fiscais do município. Com a proposta, a estimativa é que esse rombo seja reduzido em R$ 111 bilhões, ou seja, queda de 65% no déficit”, afirmou o Executivo municipal.

Servidores protestam contra a proposta desde as 15h no entorno do Palácio Anchieta. Houve registros de ação repressiva da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana, com bombas de gás lacrimogênio e disparos de balas de borracha.

Manifestantes também atearam fogo em objetos na rua. O Corpo de Bombeiros está no local e combate focos remanescentes.

VEJA:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.