Vaca louca: Brasil confirma dois casos atípicos da doença. Devo me preocupar ao comer carne? Tire suas dúvidas

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Não há risco para o consumidor, afirmam autoridades. Entenda como é a contaminação e por que o governo suspendeu as vendas para a China.

BRASÍLIA — A doença da vaca louca ficou mundialmente conhecida a partir da década de 1980, após um surto no Reino Unido. A enfermidade torna os animais perigosos, daí seu nome. O assunto voltou ao noticiário neste sábado, após o Ministério da Agricultura confirmar dois casos em frigoríficos no país, em Minas Gerais e Mato Grosso.

Mas, para o consumidor, há riscos ao comprar ou consumir carne? Autoridades afirmam que não.

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Nos dois casos registrados no Brasil, trata-se da “origem atípica” doença, ou seja, não ocorreu por causa de contaminação, que poderia afetar mais de um bovino por vez, mas por causa de uma mutação em um único animal.

Ainda assim, o Brasil suspendeu as exportações de carne para a China, porque o protocolo sanitário que tem com o país asiático prevê a suspensão temporária das vendas nesses casos.

Os países importadores do Brasil e a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) já foram notificados sobre os casos atípicos de Minas e Mato Grosso.

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Em 20 anos de monitoramento da doença no Brasil, nunca foi identificado a forma tradicional da doença, que é quando o animal é contaminado por causa de sua alimentação.

Entenda a seguir o que é o mal da vaca louca, como ele afeta as exportações e por que não há risco para o consumidor.

1. O que é a doença da vaca louca?

A doença é fatal para os animais e acomete bovinos adultos de idade mais avançada, provocando a degeneração do sistema nervoso. Como consequência, uma vaca que, a princípio, era calma e de fácil manejo, por exemplo, se torna agressiva. Daí vem o nome da doença.

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Chamada cientificamente de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), a doença é gerada por uma proteína infecciosa chamada príon. O príon já é presente no cérebro de vários mamíferos naturalmente, inclusive no ser humano. Essa proteína, porém, pode causar a doença ao multiplicar intensamente.

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Quando isso acontece, o príon mata os neurônios e no lugar ficam buracos brancos no cérebro, por isso o nome da doença de “espongiforme”, já que os buracos têm a forma semelhante a de uma esponja.

2. Como a vaca é contaminada?

Existem duas formas principais para o animal adquirir a doença. O primeiro caso é de forma atípica, quando a proteína príon sofre uma mutação, se tornando infeccioso. Quanto mais velho o animal, maior a probabilidade disto acontecer. Foi dessa forma que ocorreram os dos casos registrados no Brasil nesta semana.

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