“Tudo bandido”, diz Mourão sobre mortos em operação policial no RJ

mourao 15 jul 2020 868x644 1
Vice-presidente durante entrevista coletiva após a 2ª reunião do Conselho da Amazônia, no Itamaraty. Sérgio Lima/Poder360 15.07.2020

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, comentou nesta 6ª feira (7.mai.2021) a operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra o tráfico de drogas no Jacarezinho, na zona norte da capital, que deixou 25 pessoas mortas nessa 5ª feira (6.mai).

“Tudo bandido”, disse o vice sobre os que morreram. E completou: “Entra um policial numa operação normal, leva um tiro na cabeça em cima de uma laje, lamentavelmente essas quadrilhas de narcotráfico são verdadeiras narcoguerrilhas, têm controle sobre determinadas áreas”. Deu a declaração a jornalistas no Palácio do Planalto.

Mourão afirmou que o aconteceu “é um problema sério da cidade do Rio de Janeiro que vamos ter que resolver um dia” e que já levou várias vezes à intervenção das Forças Armadas.

A OPERAÇÃO

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nas primeiras horas da manhã dessa 5ª feira a operação Exceptis, sob coordenação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, com o apoio do Departamento Geral de Polícia Especializada, do Departamento Geral de Polícia da Capital e da Coordenadoria de Recursos Especiais.

A corporação disse ter recebido denúncias de que traficantes vêm aliciando crianças e adolescentes para integrar a facção que domina o território.

O setor de inteligência da polícia disse que identificou 21 integrantes do grupo, sendo possível “caracterizar a associação dessas pessoas com a organização criminosa que domina a região, onde foi montada uma estrutura típica de guerra provida de centenas de ‘soldados’ munidos com fuzis, pistolas, granadas, coletes balísticos, roupas camufladas e todo tipo de acessórios militares”.

A ação policial também deixou 2 passageiros do metrô feridos dentro de um trem da Linha 2, na altura da estação Triagem.

Desde junho do ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu operações em favelas durante a pandemia. A decisão permite ações apenas em “hipóteses absolutamente excepcionais”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.