Trump é condenado a pagar US$ 83,3 milhões a jornalista

Um tribunal de Nova York condenou o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump a pagar US$ 83,3 milhões (cerca de R$ 460 milhões) ao jornalista E. Jean Carroll por difamação. Carroll acusou Trump de tê-la abusado em um provador de roupas em meados dos anos 1990, mas ele negou e a chamou de mentirosa.

A decisão do juiz Lewis Kaplan, divulgada na quinta-feira (25), é a primeira vitória judicial de Carroll em sua batalha legal contra Trump, que começou em 2019. O magistrado considerou que Trump agiu com “malícia real” ao difamar Carroll e que suas declarações foram “totalmente sem mérito”.

Carroll comemorou a sentença em suas redes sociais e disse que espera que ela sirva de exemplo para outras mulheres que sofreram abusos. “Estou muito feliz que o juiz Kaplan tenha reconhecido a gravidade das mentiras de Trump e o dano que elas me causaram”, escreveu ela no Twitter. “Espero que esta vitória encoraje outras sobreviventes a se manifestarem e buscarem justiça.”

Trump, por sua vez, criticou a decisão e disse que vai recorrer. Em um comunicado, ele afirmou que o caso é uma “farsa política” e que Carroll é uma “fraude total”. Ele também acusou o juiz Kaplan de ser um “juiz ativista de esquerda” e disse que o processo é uma tentativa de prejudicar sua reputação.

O caso de Carroll é um dos vários processos judiciais que Trump enfrenta desde que deixou a Casa Branca em janeiro deste ano. Ele também é alvo de investigações sobre suas finanças, seus negócios e sua conduta durante o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro.

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