Tesoureiro do PSDB é acusado de pressionar aliados a apoiar Doria

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O tesoureiro nacional do PSDB, César Gontijo, está sendo acusado por políticos do próprio partido de pressionar aliados em apoio à candidatura do atual governador de São Paulo, João Doria, nas prévias da sigla para a eleição presidencial de 2022. Um dos críticos é o deputado federal licenciado Luiz Carlos, que preside o PSDB no Amapá.

Em uma publicação feita em sua conta no Twitter no sábado (28), Luiz afirmou que o tesoureiro usa a “força dos cargos na direção do partido” em favor de Doria.

A realização de prévias é um exemplo da maturidade e do espírito democrático do PSDB. Nesse contexto, o uso da força dos cargos na direção do partido para tentar beneficiar um candidato, como faz o tesoureiro em favor do governador Doria, destoa do que sempre defendemos – publicou Luiz Carlos, que atualmente é secretário de Cidades do Amapá.

Procurado pela coluna do jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles, para comentar suas acusações, Luiz Carlos não respondeu. Já o tesoureiro César Gontijo classificou as declarações do parlamentar licenciado de “levianas e grosseiras”.

Na última quinta-feira (26), um outro político da legenda, o deputado estadual mineiro Gustavo Valadares, aliado de Aécio Neves, já havia acusado o tesoureiro do partido de pressionar prefeitos para cobrar apoio a Doria. Na ocasião, Valadares se disse “estarrecido” com a atitude.

– Uma tentativa vergonhosa de usar os recursos públicos e cobrar a fatura. Aqui em Minas não aceitamos isso! Vá embora César Gontijo e leve contigo a sua petulância – protestou.

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