Sobrinha estuprada pelo tio: "Me fez perder a virgindade aos 4 anos"

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O criminoso esperava o momento certo para atacar e contava com a confiança de todos os familiares, que jamais imaginariam os estupros que estavam sendo cometidos. “Um dia, quando todos estavam assistindo TV na sala, ele me chamou para dormir e eu fui. Só que no meio da noite ele começou a passar a mão nas minhas partes íntimas, passou o pênis dele na minha vagina. Essa foi a primeira vez”, lembrou, com a voz embargada.

Ela decidiu contar a sua história para evitar que o mesmo aconteça com outras crianças. No início dos abusos, a menina não fazia ideia do que estava ocorrendo. Com o intuito de atrair a atenção da garotinha, o pedófilo oferecia doces para, assim, ter a chance de cometer a violência sexual.

“Ele chegava a introduzir o pênis dele na minha vagina. Na época em que contei para minha mãe, eu já tinha 10 anos e ele devia ter uns 27. Quando eu era pequena, ele falava que eu iria ganhar doce ou algo desse tipo. Mas quando fiquei maior, ele começou a ameaçar. Falava que minha mãe não iria acreditar em mim ou que iria bater em mim e na minha mãe”, recorda-se.

A jovem não soube precisar quantas vezes foi estuprada ao longo dos sete anos em que esteve perto do tio. “Eu lembro que ele consumou o estupro na maioria das vezes que ele vinha até mim. Outras vezes, ele passava só a mão, ou alguém chegava e ele parava”, disse. Para tentar escapar da violência, a menina passou a inventar desculpas para não acompanhar a família até a casa do agressor.

Falsa gravidez

Mesmo depois de se casar e ter duas filhas, o pedófilo manteve a rotina de estupros cometidos contra a sobrinha: “Eu tinha 10 anos quando contei sobre o meu tormento. Tive a ideia de inventar uma história em que eu tinha um namorado e achava que estava grávida, sabendo que minha professora iria falar com minha mãe. E foi isso que aconteceu. A professora falou com minha mãe e quando ela veio falar comigo, contei a verdadeira história”.

Após a prisão do agressor, a jovem experimentou uma mistura de sentimentos. “Era felicidade, medo, ansiedade… sinceramente, o que eu mais sinto é medo, pois, infelizmente, a nossa Justiça ainda é muito falha. Tenho medo de ele sair da cadeia e tentar algo contra minha família e contra mim”, desabafou.

O agressor foi preso enquanto estava escondido na cidade goiana de Iporã. Contra ele já havia uma decisão condenatória estipulando o cumprimento de pena de 14 anos de reclusão pelos estupros cometidos contra a jovem quando ela era criança.

Segundo a delegada-chefe da DPCA, Simone Pereira, o tio será recambiado para o sistema penitenciário da Papuda. “Como o inquérito foi instaurado aqui na época e a sentença condenatória foi expedida pela Justiça do DF, o sentenciado cumprirá a pena em nosso sistema carcerário”, explicou, no dia da prisão.

Exploração Sexual

A detenção ocorreu no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi escolhida em memória da menina Araceli Crespo, que foi raptada, drogada, estuprada e assassinada no Espírito Santo, no dia 18 de maio de 1973.

Os mais de 1,5 mil casos incluem, além de outras situações, conjunção carnal ou prática de outro ato libidinoso com menor de 14 anos. Ceilândia foi a região administrativa com o maior número de ocorrências, 92, contra crianças e adolescentes.

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