São paulo está numa calamidade total nas greves

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Greve de ferroviários afeta linhas da CPTM em São Paulo nesta 

Uma greve de trabalhadores afeta ao menos 4 linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na manhã desta quinta-feira (15) em São Paulo. O Metrô funciona normalmente.

A CPTM afirmou que não vai haver acionamento do sistema Paese, de ônibus, porque as linhas atingidas fazem trajetos muito grandes. A companhia informou apenas que pediu reforço da frota municipal para a SPTrans.A SPTrans afirmou que o contrato do Paese contempla o atendimento da CPTM, mas a companhia não acionou a empresa até o início da manhã. A empresa disse que determinou as empresas de ônibus da cidade mantenham a operação da frota operacional em 100% ao longo de todo o dia.

Veja a situação das linhas da CPTM:

  • 7 – Rubi: trens circulam entre Palmeiras-Barra Funda e Caieiras
  • 8 – Diamante: trens circulam entre Palmeiras-Barra Funda e Barueri
  • 9 – Esmeralda: paralisada totalmente
  • 10 – Turquesa: paralisada totalmente
  • 11 – Coral: funcionamento normal
  • 12 – Safira: funcionamento normal
  • 13 – Jade: funcionamento normal

Grajaú

Não há ainda informações sobre o número de ferroviários que aderiram à paralisação. A situação mais complicada durante a manhã foi registrada na estação Grajaú, na Linha 9-Esmeralda, onde houve aglomeração de passageiros sem transporte, tentando achar alternativas para chegar ao trabalho.

O policiamento foi reforçado nos arredores da estação Grajaú justamente por causa da grande quantidade de pessoas durante a manhã.

O excesso de passageiros sem transporte obstruiu a Avenida Teotonio Vilela, em frente a estação, e os policiais fizeram um cordão de isolamento com escudos, tentando negociar a desobstrução da via.

A multidão nas vias próximas da estação e do terminal Grajaú acabou prejudicando a própria circulação dos ônibus. Segundo a SPTrans, as linhas que atendem o terminal da Zona Sul “tiveram que fazer retorno, em ambos os sentidos, desde as 6h05 desta quinta-feira, em razão de interferência na via”.

Uma fila de coletivos se formou nas imediações do terminal e os passageiros estão sem muitas alternativas de transporte. Ao menos 26 linhas foram afetadas

A CPTM diz que a adesão total dos trabalhadores à greve nas linhas 9-Esmeralda e 10-Turquesa contraria decisão da Justiça do Trabalho que determina a manutenção de 80% dos trabalhadores no horário de pico e 60% nos demais horários.

Rodízio de veículos em SP

O rodízio municipal de veículos terminou às 5h da manhã e o uso de veículo particular de qualquer placa pode ser feito durante todo o dia na cidade. Ele volta a valer só às 23h desta quinta (15), até 05h de sexta-feira (16).

A greve afetou o sistema de ônibus municipais. Os pontos ficaram lotados e os passageiros tiveram dificuldade de embarcar nos coletivos abarrotados. Em Franco da Rocha, na Grande SP, uma passageira narrou ao Bom Dia SP que a viagem por carros de aplicativos dobraram de preço, passando de R$15 para R$ 30 nesta manhã de quarta (15).

A EMTU informou que as linhas intermunicipais gerenciadas pela empresa circulam normalmente nesta quarta-feira (15) e darão suporte à CPTM, conforme necessidade e orientação do CCO da Companhia.

“Poderá haver extensão do itinerário das linhas que passam por estações da CPTM a fim de atender aos passageiros prejudicados pela greve dos sindicatos que representam os colaboradores das linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa”, disse a empresa.

De acordo com a EMTU, as empresas de ônibus gerenciadas pela empresa “estarão preparadas para operar com um plano de contingência para dar suporte a todos que precisam do transporte, principalmente aos que trabalham em serviços essenciais”.

A greve desta quinta (15) é liderada por duas entidades sindicais: Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, que representa trabalhadores das linhas 7-Rubi e 10-Turquesa, e o Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana, da linhas linhas 8 -Diamante, 9-Esmeralda (Osasco/Grajaú) e 13-Jade.

A paralisação foi decidida em uma audiência de conciliação na quarta-feira (14) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), onde a CPTM não apresentou nova proposta e a categoria ressaltou que não recebeu o programa de participação nos resultados de 2020 e não teve reajuste salarial no ano passado.

Segundo José Claudinei Messias, que representa os ferroviários da Sorocabana, os sindicatos vêm tentando negociar com a CPTM já há mais de 2 meses a reposição salarial da categoria, mas a empresa sempre oferece reajuste zero, desde o ano passado.

“Durante toda a pandemia, os ferroviários continuaram trabalhando, se dedicando, garantindo um transporte de qualidade para os profissionais da saúde, da educação, da segurança pública, entre outros. Nós tivemos, inclusive, que entrar na justiça pra garantir o fornecimento de máscaras e álcool em gel. A empresa não respeita os ferroviários”, afirmou

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