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Ronaldo explica reunião com Governo de MG sobre Mineirão e estádio do Cruzeiro em Betim

Relação do Cruzeiro com administradora do Mineirão é recheada de atritos desde 2013 e passou por quatro gestões; clube chegou a mandar jogos no Independência e na Arena do Jacaré por questões financeiras

Estádio novo em Betim ou participação efetiva na administração do Mineirão? Possibilidades que surgiram para o Cruzeiro, nos últimos dias, e que fazem parte do desejo da atual gestão de ter melhores condições em jogos como mandante. As negociações, ainda em fases embrionárias, podem significar o fim da “peregrinação” que o time teve nos últimos anos.

Sobre o Gigante da Pampulha, o contrato da parceria público-privada entre Governo de Minas e Minas Arena (administradora do estádio) vai até 2037 – com possibilidade de renovação até 2045. Qualquer modificação ou ruptura do acordo teria entraves burocráticos e judicial, além de um custo elevado para o Cruzeiro. Um caminho mais tortuoso ao clube.

Sobre o estádio a ser construído em Betim, que está a 30 km de Belo Horizonte, o Cruzeiro não teria custos na construção do estádio, além de ter ganho previsto em R$ 150 milhões. É um projeto a longo prazo, uma vez que a previsão de inauguração é para 2024 e que ainda dependeria de aprovação dos órgãos de controle. Além disso, exigiria mais da logística do Cruzeiro e do deslocamento de parte dos seus torcedores.

Para construir esse estádio, nós calculamos 24 meses. A partir de julho de 2024 nós temos como cronograma poder entregar o estádio ao Cruzeiro (ou outros interessados). A decisão do Cruzeiro, quanto mais rápido acontecer, melhor. Porque para os investidores haveria um formato um pouco maior daquilo que estamos fazendo – disso o prefeito da cidade, Vittorio Medioli.

Os atritos

O torcedor do Cruzeiro considera o Mineirão como casa desde 1965, quando o estádio foi inaugurado. Foi palco de conquistas do Brasileirão, da Copa do Brasil e da Libertadores. Recebeu multidões até em jogo do Campeonato Mineiro. Mas a relação do clube com o estádio vem “azedando” há 10 anos, pouco depois da reinauguração.

Desde que o estádio começou a ser reformado para a Copa do Mundo de 2014, em 2010, a responsabilidade pela administração do Gigante da Pampulha é a Minas Arena, através de uma parceria púbico-privada com o Governo de Minas Gerais. As polêmicas entre a empresa e o Cruzeiro se arrastam desde 2013, passando pelas gestões de Gilvan de Pinho Tavares, Wagner Pires de Sá, Sérgio Santos Rodrigues e, agora, Ronaldo.

Na final do Campeonato Mineiro daquele ano, houve o primeiro atrito. O Atlético-MG mandava os jogos no Independência, e o Cruzeiro tinha contrato de 25 anos com a Minas Arena pelo Mineirão. Acontece que, após a final do Estadual, vencida pelo rival, o hino alvinegro foi tocado pelo sistema de som do Gigante da Pampulha, que também reproduziu um vídeo nos telões.

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