Revelação sobre destino do carro de Senna, no qual o tricampeão mundial morreu

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Pizzonia faz revelação sobre destino do carro de Senna, no qual o tricampeão mundial morreu há 25 anos

Pizzonia faz revelação sobre destino do carro de Senna porque estava na oficina da Williams no momento em que Frank Williams deu a ordem para destruição 

O piloto Antonio Pizzonia, 38, revelou hoje (01/05/2019) que presenciou a ordem de destruição do carro do acidente com Ayrton Senna. Senna morreu há 25 anos, no dia 1º de maio de 1994, na curva Tamburello, em Ímola. “Pouca gente sabe disso. Eu estava na fábrica no momento em que Frank Williams deu a ordem para a destruição. Ele não queria aquela recordação do acidente e da morte de Senna porque se considerava culpado”, revelou o piloto.

Frank Williams

Sir Francis Owen Garbatt Williams, figura lendária da F1, gostava muito de Senna e deu a ordem de destruição do carro em que ele foi morto por não suportar o sentimento de culpa 

Pizzonia, único amazonense a disputar provas de Fórmula 1, fez a revelação ao programa Diário da Manhã, da Rádio Diário. Ele foi piloto de testes da Williams, quando os titulares eram Ralph Schumacher e Juan Pablo Montoya. Depois de uma rápida passagem pela Jaguar, equipe já extinta, ele disputou várias provas pela Williams.   

Especulações 

Houve muita especulação sobre o destino do carro em que Senna morreu. A destruição chegou a ser desmentida, até que o próprio Frank Williams confirmou que o veículo “não existia mais”. 

O amazonense estava na sede da equipe, em Grove, a Oeste de Londres, na Inglaterra, quando o carro chegou. Os julgamentos na Itália arrastaram-se até o final de 1999. O diretor técnico Patrick Head e o ex-projetista da escuderia Adrian Newey foram inocentados. O carro em que morreu o tricampeão mundial foi liberado em março de 2002. 

“Frank Williams repetia ‘eu o matei, eu o matei’, depois do acidente. Demorou muito para que ele se convencesse de que se tratou de fatalidade. Ele gostava muito do Senna e ‘S’ do Senna está no bico dos carros da Williams até hoje”, disse Pizzonia.

antonio pizzonia1Pizzonia é o único amazonense a disputar o Campeonato Mundial de Fórmula 1, sendo várias provas pela Williams 

O capacete de Ayrton Senna, que foi fabricado pela Bell, foi devolvido à fabricante também em 2002. A Justiça de Bolonha, na Itália, permitiu a devolução. O artefato foi incinerado no circuito de Ímola, no mesmo ano. A empresa até hoje fornece esse equipamento a alguns pilotos do automobilismo internacional.

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