Record faz operação de guerra para lançar A Bíblia e evitar desastre ao fim de Gênesis

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A Record escalou até o departamento de Jornalismo para esquentar o lançamento de A Bíblia, compilado de reprises que substituirá Gênesis a partir da próxima terça (23). A emissora exibirá um documentário para dar um verniz de novidade à produção, que vai reunir trechos de Os Dez Mandamentos (2015), A Terra Prometida (2016) e do atual folhetim.

A rede de Edir Macedo vai exibir neste domingo (21) o especial A História do Maior Best-Seller de Todos os Tempos, em que seus repórteres irão até Israel para mostrar as mais recentes descobertas arqueológicas relacionadas a passagens do livro sagrado do Cristianismo.

A linguagem documental não foi escolhida à toda, já que o folhetim de Camilo Pellegrini, Stephanie Ribeiro e Raphaela Castro não foi vendido como uma alegoria ou um mito criacional, mas como uma adaptação de fatos que teriam realmente ocorrido –e que teriam implicações na sociedade Ocidental até a atualidade.

Além de um blog no R7 destinado a explicar as intercessões entre o folhetim e os dias de hoje, a Record também contou nos primeiros capítulos com o reforço de nomes da Igreja Universal do Reino de Deus. Renato Cardoso, genro de Macedo, foi ao Twitter explicar o porquê de o fruto proibido ser azul –cor que não é natural a qualquer alimento, à exceção dos mirtilos.

Ao todo, A Bíblia vai compilar três anos de novelas bíblicas em apenas quatro meses para tapar o buraco no horário nobre antes da estreia de Reis no primeiro semestre de 2022. A expectativa é evitar que a audiência volte ao patamar de um dígito, como aconteceu com a reapresentação de Apocalipse (2017) durante a pandemia.

Os acontecimentos serão exibidos em ordem cronológica, ou seja, Gênesis vai dar lugar a si mesma. José (Juliano Laham) sai de cena, e Adão (Carlo Porto) volta a habitar o Jardim do Éden –seguido por Noé (Oscar Magrini), a torre de Babel, Terá (Ângelo Paes Leme), Abraão (Zécarlos Machado), Israel (Petrônio Gontijo) até voltar ao governador-geral do Egito.

Moisés (Guilherme Winter), de Os Dez Mandamentos, então abrirá mais uma vez as águas do Mar Vermelho para permitir que os hebreus deixem a escravidão no faraó para trás. Ele passará a liderança do clã para Josué (Sidney Sampaio), de A Terra Prometida, que os conduzirá de volta à Canaã.

Reis então retomará a história algumas décadas depois da queda das muralhas de Jericó, já no final do período de Juízes, e ainda dentro do Velho Testamento. A única a ficar de fora é Jezabel (2019), já que o profeta Elias (Iano Salomão) é contemporâneo aos acontecimentos da novela inédita.

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