Raposão de O Clone, Guilherme Karan morreu em decorrência de síndrome rara

Guilherme Karan interpretou Raposao em O Clone Divulgacao Globo

Quem acompanha a reprise de O Clone no Vale a Pena Ver de Novo, da Globo, tem visto cenas cômicas encabeçadas pelo vigarista Raposão. O personagem, que contracena com Ligeirinho, papel de Eri Johnson, é feito pelo ator Guilherme Karan, que faleceu em decorrência de uma doença rara.

A morte do ator, em 7 de julho de 2016, chocou a classe artística e os telespectadores brasileiros, sobretudo por ter ocorrido de forma precoce, aos 58 anos. Guilherme Karan havia sido diagnosticado com a síndrome de Machado-Joseph pouco tempo depois de estrelar a novela América, em 2005.

Desconhecida de boa parte da população, a síndrome de Machado-Joseph tem origem neurológica e é degenerativa. Ela causa, pouco a pouco, a perda equilíbrio e dos movimentos, impossibilitando o paciente de conseguir se manter em pé. E foi isso que aconteceu com Guilherme Karan.

Antes de morrer, o artista passou dois anos internado e antes disso já se encontrava isolado em casa, longe do convívio de colegas atores. De acordo com seu pai, Alfredo Karan, em 2012, o intérprete de Raposão em O Clone herdou a doença da mãe.

Além de Raposão, outros trabalhos de Guilherme Karan

Guilherme Karan estreou na Globo na novela Partido Alto, em 1984. E foi no humorístico TV Pirata, em entre 1988 e 1992, que ele interpretou dezenas de personagens, como o Zeca Bordoada, e alcançou o sucesso no núcleo cômico.

A partir daí não parou mais. Foi destaque em Meu Bem, Meu Mal (1990) interpretando o mordomo Porfírio; em Explode Coração (1995), como Bebeto; em Pecado Capital (1998), como Jurandir.

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