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Pudim de leite para diabéticos: como fazer receita simples sem açúcar

Nutricionista ensina a preparar uma versão com menos gordura, feita com adoçante culinário e leite desnatado, que é tão saborosa quanto a tradicional. Confira!

Não dá para negar: pudim de leite é bom demais. Mas também é uma verdade que esse doce é rico em açúcar e gordura e conta com um alto teor calórico. Entretanto, uma versão com adoçante culinário no lugar do açúcar refinado e com leite magro substituindo o integral pode ser justo o que quem é regrado com a alimentação precisa. Vale tanto para os que buscam emagrecimento ou maior desempenho esportivo quando para os que precisam de uma dieta específica, como é caso de diabéticos. Nesses casos, vale recorrer ao pudim fit. O EU Atleta conversou com a nutricionista Giovanna Oliveira, membro do Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional (IBNF), que ensina a preparar esse doce fit e detalha as indicações para o seu consumo.

Pós-graduanda em Nutrição Esportiva Funcional, a nutricionista reforça que a vantagem dessa versão em relação à tradicional está no uso do adoçante culinário e do leite em pó desnatado e, portanto, mais magro. Segundo ela, o pudim fit fica tão saboroso quanto o tradicional. E mais: tem a mesma consistência, alcançada com a adição de uma colher de sobremesa de amido de milho à mistura líquida, e ainda conta com calda de caramelo. Por essas características, Giovanna Oliveira comenta é uma boa pedida para pessoas que estejam em um programa com foco em emagrecimento e diabéticos, por exemplo.

  • Pudim de leite tradicional – 300 calorias por fatia de 150 g
  • Pudim de leite fit – 250 calorias por fatia de 150 g

– Quando começa uma dieta e está super engajada, às vezes a pessoa dá uma escorregadinha no final de semana, come um brigadeiro, por exemplo, desanima e joga para o alto. Essa é uma opção para que se consiga comer sem culpa e dar continuidade à dieta. Mas não é indicada apenas para pessoas que precisam emagrecer. Diabéticos não precisam ficar com vontade de comer pudim e podem consumir esse fit – afirma a nutricionista, emendando que, nesses casos, vale até preparar essa receita para levá-la para almoços em família, para não se sentir excluído na hora da sobremesa.

Valor calórico médio por fatia de 150 g: 250 calorias

Ingredientes da calda:

  • 1/2 xícara adoçante culinário em pó
  • 3 colheres de sopa água para a calda

Ingredientes da massa:

  • 1 xícara leite em pó desnatado
  • 1/2 xícara adoçante culinário em pó
  • 1/2 xícara água fervente
  • 2 xícaras leite desnatado líquido
  • 4 ovos
  • 1 colher de sobremesa rasa amido de milho
  • 1 colher de chá essência de baunilha

Modo de preparo:

  1. Coloque 1/2 xícara de adoçante culinário em pó em uma panela e leve ao fogo baixo por alguns minutos;
  2. Quando o adoçante começar a amarelar, adicione três colheres de sopa de água e deixe ferver até atingir o ponto de caramelo;
  3. Espalhe o caramelo por toda a forma e reserve;
  4. Numa tigela de batedeira, junte 1/2 xícara de água fervente, 1/2 xícara de adoçante e o leite em pó no liquidificador. Bata sem parar por cinco minutos;
  5. Adicione o leite desnatado líquido, os ovos, o amido de milho e a essência de baunilha e bata bem;
  6. Despeje a massa na forma, por cima do caramelo;
  7. Coloque a forma com o pudim em cima de uma forma retangular com água e leve ao forno para assar em banho-maria por cerca de 1 hora e 30 minutos;
  8. Retire, espere esfriar um pouco e coloque na geladeira para esfriar.

Embora o pudim fit seja uma excelente opção, não quer dizer que o pudim tradicional está banido de vez. Oliveira comenta que não há problema em abrir uma exceção de vez em quando e optar uma fatia da versão clássica, quando se é mais controlado. Uma fatia do doce preparado pela avó, por exemplo, também cai muito bem. Mas se a pessoa tende a exagerar, o doce fit é a melhor opção. Contudo, a regra para não abusar também se aplica ao pudim fit. Não é porque não tem açúcar e conta com menos gordura que se pode comer a receita toda. Nesse contexto, a nutricionista ressalta que também é preciso equilíbrio.

– É preciso reconhecer se é uma fome emocional, se está com vontade de comer um pudim ou se é uma compulsão alimentar. Para tudo é preciso moderação, equilíbrio. Não é porque o doce é saudável que pode comer demais. Quando a pessoa tem esse hábito, é preciso investigar porque ela come em excesso, pois pode haver algum fator emocional envolvido e uma dieta com muitas restrições pode acabar gerando muitas frustrações. Nesses casos, a dieta não resolve sozinha e é preciso acompanhamento de terapeuta ou até nutricionista com uma linha mais comportamental – discorre Oliveira.

A nutricionista observa que muitas pessoas têm preconceito contra doces diet e fit. Com isso, perdem uma oportunidade de ter uma opção mais saudável, mas também saborosa, quando bate a vontade de comer um doce específico ou algo gostoso.

– Vale a pena experimentar de tudo. Criança não deve experimentar tudo? É preciso perder o preconceito. Há receitas saudáveis e fit que também são saborosas – recomenda a nutricionista.

Fonte: Giovanna Oliveira é nutricionista graduada em Nutrição pela Universidade São Judas Tadeu (USJT), pós-graduanda em Nutrição Esportiva Funcional e membro do Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional (IBNF).

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