Proteína de veneno de cobra jararacuçu pode retardar avanço da Cøvid-19

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Em estudo publicado na revista científica Molecules, no último dia 12, pesquisadores identificaram uma proteína presente no veneno da cobra jararacuçu que pode retardar o avanço da Cøvid-19. Em testes realizados em macacos, uma parte da proteína – um peptídeo – inibiu 75% da capacidade de replicação do vírus em células. 

De acordo com um dos responsáveis pelo estudo, professor Eduardo Maffud, um possível remédio com o peptídeo descoberto, ao desacelerar a replicação do vírus do novo coronavírus, permitiria que o organismo tivesse mais tempo para criar anticorpos e resistir à doença.  

O estudo, ainda em andamento, já havia identificado toxinas no veneno da cobra que tinham ações antibacterianas. O pesquisador conta que, com o avanço da Cøvid-19, o grupo posicionou diversas partes de proteínas para ver se elas apresentavam atividade contra o novo coronavírus. 

Os próximos passos da pesquisa consistem em avaliar a eficiência de diferentes dosagens e se ela é capaz de ter funções protetivas na célula, evitando a invasão do vírus no organismo. Os estudos também irão identificar outros alvos em que a proteína pode agir, a fim de serem realizados testes in vivo em cobaias, como camundongos.

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