Palmeiras estreia no Brasileiro com muita pressão em cima de Abel

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Apontados como favoritos ao título desde 2016, Flamengo e Palmeiras se enfrentam logo na primeira rodada do Campeonato Brasileiro, em mais um capítulo de uma rivalidade que só cresce. O jogo de hoje (30), no Maracanã, será às 16h.

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Ao longo das últimas cinco temporadas, até houve outros times na disputa, como o ‘intruso’ Corinthians, campeão em 2017, quando o Fla foi apenas o sexto colocado. Ou 2020, quando focado na Libertadores, o Palmeiras abriu mão de brigar pelo Nacional e terminou em sétimo. Mas ainda que não acabem todos os brasileiros brigando pela conquista, os rivais interestaduais sempre começam o campeonato liderando as bolsas de apostas.

O encontro logo na primeira rodada frustra um pouco as expectativas, porque traz para cedo demais o clima de ‘decisão antecipada’ que o jogo ganhou nas últimas edições da competição. Mas em um campeonato de pontos corridos, a verdade é que os dois times já começam o campeonato com uma ‘final’.

As duas equipes já decidiram um título em 2021. Em 11 de abril, na Supercopa do Brasil, o Rubro-Negro, campeão do Brasileiro, superou o Verdão, campeão da Copa do Brasil. Foi nos pênaltis, após empate por 2 a 2 no tempo normal.

Técnicos: situações quase inversamente proporcionais

No banco de reservas, Flamengo e Palmeiras têm técnicos que já levantaram taças pelos respectivos clubes, mas que atravessam momentos distintos em relação à confiança das torcidas e de quem circula nos bastidores dos clubes.

Rogério Ceni chegou ao Flamengo em novembro de 2020, para a vaga do catalão Domènec Torrent. E, apesar de ter conquistado três títulos — Brasileiro, Supercopa do Brasil e Carioca —, ainda luta para cair de vez nas graças da torcida.

Mesmo diante dos resultados, o desempenho da equipe não escapa das críticas da torcida, que chegou até mesmo a pedir a demissão do técnico. A diretoria, porém, demonstra confiança no trabalho que vem sendo realizado e defende a permanência dele à frente da equipe.

“Rogério tem de ter tranquilidade para fazer o trabalho dele. Qualquer técnico que esteja no Flamengo será pressionado. São 42 milhões de torcedores apaixonados, tem de se conviver com essa pressão. Tenho certeza que ele tem experiência para isso”, disse, à ESPN Brasil, o vice-presidente de Futebol Marcos Braz, que completou:

“Tem essa pressão, mas acho que começou em alguns resultados no Brasileiro do ano passado, em que perdemos alguns jogos e tiveram protestos. Mas isso passou. O Rogério vem se firmando como um bom técnico aqui no Brasil. Antes de chegarmos [atual diretoria], o Flamengo teve, nos últimos seis anos, de 2019 para trás, 13 técnicos em seis anos. Acham que isso é plausível?”

Já o português Abel Ferreira desembarcou em São Paulo um pouco antes, no fim de outubro, para substituir Vanderlei Luxemburgo. A contratação, pode-se dizer, foi em um vácuo deixado pelo conterrâneo Jorge Jesus, que obteve grande sucesso justamente no rival de hoje.

No Palmeiras, ele conquistou a Libertadores e a Copa do Brasil. Mas ‘morreu na praia’ em três oportunidades, em 2021, ao ficar com os vices da Supercopa do Brasil, da Recopa Sul-Americana e do Paulista.

Ainda assim, o português goza de prestígio junto à maior parte dos torcedores. Internamente, porém, há desconfiança por parte de alguns conselheiros, muito embora a diretoria o respalde completamente.

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