Pai joga filho em represa após diagnóstico de tumor no cérebro da criança.

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O pai do menino de oito anos que foi encontrado morto na Represa de Itupararanga (SP), em Votorantim (SP), jogou a criança na água depois de receber a notícia dos médicos que ele estava com um tumor no cérebro, concluiu a investigação da Polícia Civil.

O corpo da criança foi encontrado boiando na represa no dia 1º de agosto por um segurança do local. Ele chegou a ser socorrido, mas teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. Já o pai, Arisvaldo Lopes, que estava desaparecido, foi encontrado morto na mesma represa na tarde deste domingo (8), uma semana após o filho.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e retirou o corpo do pai da água, com a ajuda de cordas e um barco, e o encaminhou para o Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba (SP).

Segundo a Polícia Civil, a criança havia feito um tratamento de câncer, mas foi diagnosticada com um novo tumor no cérebro e sido “desenganada” pelos médicos. O pai sofria de depressão. Um laudo feito pelo IML apontou afogamento como a causa da morte da criança.

O corpo de Arisvaldo será enterrado às 15h desta segunda-feira (9), no cemitério Jardim Eterno, em Piedade (SP). Ele deixa a esposa e outro filho, de 20 anos.

Buscas

Depois que o corpo do menino foi encontrado, na semana passada, começaram as buscas pelo pai, que estava desaparecido. O carro dele foi encontrado nas imediações da barragem e estava com a chave no contato. Sandálias e um boné também foram encontrados pelas equipes.

Foram dias de procura até o corpo do pai ser encontrado. O Corpo de Bombeiros chegou a fazer buscas no local com ajuda de um drone.

Na última quinta-feira (5), o cão Max, da Guarda Civil Municipal de Itupeva (SP), esteve no local para ajudar no trabalho. Ele farejou dois trajetos possivelmente feitos pelo pai e pelo filho.

Vigilantes da empresa que administra a barragem também informaram à polícia sobre o sumiço de uma pedra de cerca de 50 centímetros de diâmetro que era usada para delimitar as passagens dos carros no acesso à represa.

REPRODUÇÃO G1

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