Pai é preso por estuprar a filha de 15 anos e a obrigar a dizer que era sua namorada

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Um homem de 31 anos foi preso por sequestrar e estuprar por diversas vezes a própria filha, de 15 anos, e alegar que ela era sua namorada. A suspeita é de que ela tenha tido um filho do próprio agressor.

O caso, ocorrido no bairro Nova Gameleira, Região Oeste de Belo Horizonte, foi descoberto depois depois que a polícia recebeu a denúncia de que o irmão da vítima, de 4 anos, foi espancado.

Na última sexta-feira, vizinhos chamaram a Polícia Militar após descobrir que a criança havia sido brutalmente agredida.

O menino apresentava lesões nos olhos e na cabeça. Ao ser questionada, a criança disse que ela mesmo teria se machucado. Mas os vizinhos desconfiaram e insistiram na pergunta. O menino disse, então, que a adolescente, de 15 anos, tinha provocado os ferimentos.

Os vizinhos disseram à polícia que a adolescente se identificava como madrasta da criança. Ao ser questionado, o pai mentiu e disse que não sabia sobre a agressão e que a adolescente havia dito que o menino caiu da cama e se feriu.

Foi quando a polícia suspeitou do pai e verificou se havia alguma passagem pela polícia.

“Os militares descobriram que ele tinha um mandado de prisão por estupro em aberto. O homem já havia sido indiciado em 2019 em São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por estuprar a adolescente”, informou a delegada Iara França, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente da Polícia Civil (Depca).

“A polícia descobriu que a adolescente é irmã do menino de 4 anos por parte de pai e foi retirada à força de casa por ele, em 2019”, disse a delegada, que investiga o caso. Hoje, a adolescente é mãe de uma criança de poucos meses. “Vamos fazer os testes de DNA para confirmar a paternidade”, informou Iara França.

Ainda segundo a delegada, a menina será ouvida ainda nesta semana por uma equipe de psicólogos do Instituto Mèdico-Legal (IML) e pode responder por ato infracional análogo a lesão corporal. Ela foi levada para o Conselho Tutelar de Belo Horizonte. E, posteriormente, junto com o bebê, encaminhada para a casa de familiares da mãe.

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