Padre é preso suspeito de desviar quase R$ 620 mil para festas com orgias e drogas

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De acordo com informações do The Times, o sacerdote está em prisão domiciliar acusado de furto.

Segundo as autoridades italianas, as orgias, supostamente promovidas por Francesco, eram regadas a drogas. Além do padre, diversas pessoas também estão sendo investigadas pela possível participação nos atos nos últimos dois anos.

Conforme o The Times, as festas geralmente envolviam o padre, seu colega de apartamento, que é traficante de drogas, e pelo menos mais uma pessoa, que eles encontravam em sites de encontros destinados a homossexuais. Outras festas semanais, no entanto, envolviam grupos grandes, com até 20 ou 30 pessoas.

As investigações começaram após o colega de apartamento do padre importar um litro de GHB (ácido gama-hidroxibutírico) da Holanda. A substância, chamada de “droga de estupro”, é usada para incapacitar vítimas de violência sᕮxual.

Durante buscas no apartamento do padre, a polícia encontrou garrafas adaptadas para funcionar como cachimbos de crack. Além disso, um contador paroquial descobriu, nos últimos meses, que cerca de R$ 620 mil foram retirados da conta bancária da paróquia.

Depois do episódio com os R$ 620 mil, o bispo local bloqueou o acesso aos fundos, levando Francesco a supostamente começar a arrecadar dinheiro da cestinha de coleta da igreja e solicitar fundos aparentemente destinados a famílias de baixa renda. O The Times apontou que o sacerdote conseguiu arrecadar centenas de euros com essas doações.

De início, o padre teria dito que o dinheiro desaparecido dos fundos da igreja tinha ido para famílias necessitadas, mas depois ele admitiu sofrer de dependência química. Ao The Times, a defesa de Spagnesi informou que ele confessou o fornecimento de drogas nas festas e que vai admitir publicamente ter roubado fundos da igreja.

Padre cita dependência química

O bispo local interrompeu o acesso aos fundos, o que levou Spagnesi a supostamente começar a embolsar dinheiro da cestinha de coleta da igreja e solicitar fundos de paroquianos ricos, aparentemente destinados a famílias de baixa renda. O The Times, citando investigadores, relatou que o padre teve tanto sucesso em angariar doações que logo estava arrecadando centenas de euros.

Alguns paroquianos fizeram doações individuais de até R$ 9,3 mil. O padre inicialmente alegou que o dinheiro desaparecido tinha ido para famílias necessitadas, mas depois admitiu que sofria de dependência química. A mídia local informou que os paroquianos iniciaram uma ação legal para obter seu dinheiro de volta depois de ouvir sobre a prisão do sacerdote.

O advogado do padre disse ao The Times que seu cliente confessou o fornecimento de drogas nas festas e que ainda vai admitir publicamente ter roubado fundos da igreja. O padre foi ordenado em 2007 e nomeado pároco em 2009. Dom Giovanni Nerbini, bispo da comuna de Prato, nomeou um novo administrador para a paróquia, que tem trabalhado com os fiéis para ajudá-los a lidar com o choque das denúncias contra o padre.

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