“Olha a promoção”, diz assaltante ao escolher carros para roubar

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Especializados em roubar e adulterar veículos de luxo, criminosos presos pela Divisão de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos da Polícia Civil (Corpatri/PCDF) trocavam mensagens para escolher os carros que seriam alvos da quadrilha. Em uma das conversas interceptadas pela polícia, os investigados chegaram a falar que os automóveis estavam em “promoção”. O grupo foi alvo da Operação Linha de Frente, deflagrada nesta terça-feira (28/9).

Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva em desfavor dos autores do roubo de um veículo de luxo, em Samambaia, no início do ano, além de dois mandados de busca e apreensão. O grupo preso contava com o auxílio de dois comparsas para adulterar os sinais identificadores do carro.

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A conversa obtida pelos investigadores mostra um dos suspeitos fazendo chacota ao selecionar os veículos que seriam roubados. “Olha a promoção, meu mano. Aqui na rua de casa”, diz a mensagem. O interlocutor responde, perguntando “como é que pega”. O assaltante, então, pondera afirmando que o carro é de um conhecido e que ele não poderia roubá-lo. Também acrescenta que na rua onde mora sempre tem veículos caros, citando como exemplo duas caminhonetes.

Veja os diálogos:

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A ação da polícia é desdobramento da Operação Marco Zero, deflagrada em agosto. À época, os policiais identificaram e prenderam uma organização criminosa responsável por diversos roubos e furtos de veículos na capital federal. Parte dos investigados era especializada em adulterar os sinais identificadores dos automóveis para garantir a ocultação da origem ilícita.

A investigação demonstrou que a organização era estruturada em três núcleos. O primeiro, formado pelos líderes, teria a função de planejar e organizar os roubos, escolhendo os veículos, os participantes do crime, assim como definindo a destinação dos carros subtraídos.

O segundo núcleo, composto pelos executores, teria a missão de, efetivamente, praticar os roubos. No terceiro núcleo estavam os adulteradores dos sinais identificadores dos veículos, os quais, dentro do esquema, eram responsáveis por viabilizar a circulação e comercialização dos carros.

Os infratores presos na manhã desta terça podem receber pena de até 10 anos de reclusão.

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