O QUE ACONTECERIA SE O ASTEROIDE APOPHIS ATINGIR A TERRA EM 2029?

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De acordo com os cientistas do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, em San Antonio (Texas, EUA), foi um asteroide de 9,6 quilômetros de largura que formou a cratera de Chicxulub, na península de Yucatan (México) responsável pela extinção dos dinossauros ao cair na Terra, há mais de 66 milhões de anos.

Além de eliminar os dinossauros não avianos, o choque também matou cerca de 75% de todas as espécies de animais do planeta, culminando na maior extinção em massa até agora.

Não é de hoje que as pessoas especulam e temam que outros asteroides atinjam a Terra e dizimem a vida humana, ou boa parte dela. Um dos “mensageiros do caos” mais próximo é o Apophis, que provavelmente será muito falado quando abril de 2029 estiver próximo, pois é quando o objeto massivo passará muito perto do nosso planeta, em uma distância de 40 mil quilômetros — um décimo da distância entre a Terra e a Lua.

Com o temor dessa proximidade toda, o que poderia acontecer se ele fosse arrastado para nossa órbita?

Catástrofe em larga escala               

(Fonte: Globo/Reprodução)

Cálculos científicos feitos em 2004 pela NASA afirmam que realmente havia uma chance significativa do corpo espacial atingir o planeta. No entanto, as últimas observações já descartaram essa possibilidade devido à “dança” que está sendo feita entre a Terra, Apophis e o Sol. Isso deve acontecer até o dia em que o asteroide passe por nós, mas se algo dar errado nessa lacuna de 8 anos, as consequências são drásticas.

O asteroide tem quase 270 metros de altura, só um pouco menor que a Torre Eiffel, com a potência de 880 megatons de energia, sendo que a bomba de Hiroshima liberou apenas 0,15 megatons quando encontrou seu destino em solo japonês.

A extensão de seu dano catastrófico, porém, será determinada dependendo de qual parte da Terra a rocha atingir. Se só as bombas Little Boy e Fat Man da Segunda Guerra Mundial mataram cerca de 200 mil pessoas no processo, imagine um asteroide cuja magnitude é milhares de vezes maior. Cidades como Londres, por exemplo, com 1.572 km², desapareceriam do mapa em um piscar de olhos.

(Fonte: Dreamstime/Reprodução)

Mas, felizmente, as chances de o asteroide atingir uma área povoada são pequenas, considerando que os oceanos cobrem 75% da superfície terrestre. Contudo, se Apophis fazer sua aterrissagem no oceano, não será uma notícia boa também.

As ondas que a rocha gigantesca pode provocar em todas as direções causariam tsunamis devastadores em vários continentes ao mesmo tempo. Ou seja, com a porcentagem de população humana vivendo em cidades costeiras, o número de mortos seria imenso. Segundo o cientista Neil deGrasse Tyson, as ondas podem destruir a costa oeste da América do Norte inteira se o Apophis encontrar o Oceano Pacífico.

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(Fonte: The New York Times/Reprodução)

Apesar de a quantidade de mortes que a rocha pode causar caindo no mar ou sobre cidades, ainda assim não haverá extinção em massa. Por outro lado, os impactos do asteroide lançariam tanta poeira e detritos na atmosfera da Terra que as mudanças climáticas se tornariam um problema ainda maior.

É importante também ressaltar que nem todas as mudanças climáticas causadas por fenômenos naturais são devastadoras ou de longo prazo. Um exemplo é o quanto vulcões entram em erupção o tempo todo e isso só interrompe brevemente no clima. Talvez seja possível que o Apophis causasse problemas em um período semelhante.

(Fonte: Popular Mechanics/Reprodução)

No final das contas, muito embora seja quase certo que estaremos a salvo do asteroide gigante em 2029, não há nada que possamos fazer para impedir ele ou qualquer Objeto Potencialmente Perigoso (PHO). As opções de mitigação de asteroides são teóricas, em vez de reais e operacionais.

Ou seja, com Apophis ou não, estamos à mercê do que vem do espaço.

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