O Bolsonarista Alexandre Garcia foi demitido da CNN Brasil no dia 24 de setembro, sabe qual o motivo?

alexandre garcia demitido

“A decisão foi tomada após o comentarista reiterar a defesa do tratamento precoce contra a covid-19 com o uso de medicamentos sem eficácia comprovada”, diz

 O jornalista Alexandre Garcia foi demitido da CNN na sexta-feira, 24. Um tempo antes, foi-lhe negado ao vivo durante uma participação no quadro “Liberdade de Opinião”. Ele tinha defendeu um tratamento prematuro contra a covid-19. Drogas que já foram comprovadas cientificamente como sendo não eficazes.

A emissora publicou uma nota dizendo que a denúncia do contrato aconteceu precisamente por causa das posições do comentador no último ano, que vão contrária à ciência.

Convém lembrar que não há medicamentos cientificamente comprovados eficientes para as fases iniciais da covid-19.

 Segundo a CNN, o conselho “Liberdade de Opinião” vai continuar dentro do jornal “New Day”.

Comunicado da CNN

“A CNN Brasil comunica que resolveu o contrato com o jornalista Alexandre Garcia esta sexta-feira (24). A sua decisão foi tomada após o jornalista ter reiterado a sua oposição ao tratamento precoce contra a covid-19 com o uso de drogas sem eficácia comprovada. O programa “Liberdade de Opinião” vai continuar na programação da emissora, no interior do jornal ‘Novo Dia’. A CNN Brasil reforça o seu compromisso com factos e pluralidade de opiniões, pilares da democracia e do bom jornalismo”, diz a nota oficial.

Jornalista defensor do tratamento precoce contra Cøvid-19

A CNN desmentiu mais uma vez uma afirmação de Alexandre Garcia por ocasião do programa “Novo Dia”. Na sua participação no programa “Liberdade de Opinião”, o autor do comentário articulava sobre as denúncias contra o operador de saúde Prevent Senior, quando disse que ” os medicamentos sem eficácia comprovada salvaram milhares de vidas”.

“Estes remédios não comprovados salvaram milhares de vidas ao serem aplicadas imediatamente, mesmo antes do resultado do teste. Estão na fase 1, na fase 2 por vezes evitam hospitalizações. Na fase 1, evitam sempre as hospitalizações, evitam sempre o sofrimento. Na fase 3 são ineficazes, após a pessoa já ter sido hospitalizada ou entubada.  Esta questão de eficácia comprovada só saberemos dentro de cerca de três anos. Agora tudo é experimental”, disse o jornalista.

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