Neto carrega no colo avó de 102 anos para tomar dose de reforço

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Um vídeo publicado nas redes sociais gerou revolta entre internautas. A imagem mostra um homem carregando a avó, de 102 anos, no colo, porque, segundo ele, os servidores da UBS 3, no Recanto das Emas, se recusaram a aplicar a dose de reforço dentro do carro.

“O posto não me deixou entrar com minha avó para vacinar. Disse que não era drive-thru”, revoltou-se o homem na gravação. “A primeira dose e a segunda ela conseguiu tomar no carro, no estacionamento”, contou o servidor público Erick Farias, 34 anos.

Ao Metrópoles, ele disse ter faltado bom senso aos funcionários da unidade. Erick conta que não havia ninguém na fila quando chegou com sua avó, Corina Farias. A mulher sofre de Alzheimer, está bastante debilitada e não consegue andar sozinha.

“Não ajudaram e nem ofereceram uma cadeira de rodas. Acho que faltou empatia. Se estivesse lotado, eu entenderia. Mas conversei das outras vezes com o pessoal e nos deixaram entrar com o veículo. Foi uma falta de respeito. Minha avó tem 102 anos e não precisava passar por isso”, explica. O vídeo foi publicado pelo site Diário da Ceilândia

Confira abaixo:

O que diz a Secretaria de Saúde

A reportagem acionou a Secretaria de Saúde para comentar o vídeo, que respondeu por meio de nota enviada pela Diretoria de Atenção Primária da Região Sudoeste. O órgão explicou que a unidade em questão não vacina no modelo drive-thru e que, ao contrário do que informou o neto de Corina, ofereceu, sim, uma cadeira de rodas. Veja abaixo a resposta, na íntegra:

A Diretoria de Atenção Primária da Região Sudoeste informa que a unidade não possui drive-thru para vacinação. Assim, a equipe prontamente ofereceu uma cadeira de rodas para transportar a paciente até o local de aplicação da dose. No entanto, o familiar da paciente recusou a utilização da cadeira de rodas, levou a paciente nos braços e filmou toda a ação.
É importante destacar que as vacinas necessitam de manejo e acondicionamento adequados, devendo permanecer na temperatura indicada pelo fabricante e não sendo recomendado o transporte em bandejas para aplicação em outro local. A Diretoria de Atenção Primária da Região Sudoeste pede desculpas pelo ocorrido e reforça que todas as devidas orientações sobre casos específicos de atendimento são repassadas para as equipes de saúde“.

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