Mulher que era obrigada a fazer programas é resgatada pela polícia

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Quadrilha sequestrou a vítima com uma promessa de emprego na capital do Rio

Agentes da 21ªDP (Bonsucesso) com o apoio de policiais da 29ª DP (Madureira) resgataram uma mulher vítima de exploração sᕮxual, nesta quinta-feira, na Zona Norte do Rio. A vítima era de Belo Horizonte, em Minas Gerais e veio para a cidade do Rio atraída por um anúncio de emprego nas redes sociais que prometia um bom salário e moradia. No entanto, ao chegar na Capital ela foi sequestrado por uma quadrilha para o município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ela foi mantida em cárcere privado por cerca de dois dias e foi obrigada a se prostituir de maneira presencial e por videochamadas.

O celular da vítima ficava sob o poder da quadrilha que só a retirava do cárcere para fazer os programas, além de ameaçá-la constantemente. Durante o período que ficou sob poder dos criminosos, ela foi abusada e sofreu violência física pelo líder do grupo.

Durante um dos programas, o cliente percebeu que a vítima estava tremendo e muito nervosa então, perguntou o motivo, a mulher contou o que estava acontecendo e pediu para que o cliente fizesse contato com seu ex namorado, em Minas e passasse o site do grupo. Ao ser avisado sobre a situação, o ex da vítima informou à Polícia Militar de Minas que comunicou o caso à Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Agentes do setor de inteligência da 21ª DP realizaram uma intensa investigação e descobriram que a casa de prostituição havia mudado de endereço naquele dia. A quadrilha utilizava um site com fotos das mulheres e divulgava o local como Duque de Caxias, mas a casa de prostituição tinha sido transferida para o bairro de Madureira, na Zona Norte do Rio. A vítima foi levada para o novo local com uma venda nos olhos.

Com o apoio de agentes da 29ªDP (Madureira), os policiais da delegacia de Bonsucesso chegaram à casa de prostituição, prenderam uma das gerentes e libertaram a vítima. A mulher identificada como Karen Lourenço de Souza de 22 anos, foi presa por organização criminosa, cárcere privado, favorecimento à prostituição e casa de prostituição.

Segundo o delegado titular da 21ªDP, Hilton Alonso, nas investigações realizadas antes e durante a prisão, já foram identificados outros três integrantes do grupo criminoso, inclusive o líder da quadrilha que estuprou a vítima. Todos serão indiciados. 

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