Mulher procura rapaz que “roubou” beijo dela há 10 anos: “Onde anda?”

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Há quem conteste o ditado popular de que “no amor e na guerra vale tudo”, entretanto, para a artesã Eliane Gomes, qualquer tentativa é válida. Moradora de Ibirité, na Grande BH, a mulher afixou banners na avenida Dom João VI, no bairro Palmeiras, em BH, procurando um rapaz que “roubou” um beijo dela há 10 anos. Os recados foram colocados nessa segunda-feira (8) e dão o que falar.

“Ei você do UNO Prata. Faz algum tempo que nos conhecemos nesta avenida. Por onde anda?”, pergunta Eliane nos cartazes, em que ela deixa seu número de telefone registrado. Ao BHAZ, a artesã de 42 anos conta como aconteceu o encontro que não sai da cabeça dela há uma década.

“Eu trabalhava no bairro Palmeiras, então eu estava descendo a rua para ir embora para casa enquanto ele estava subindo de carro. Na hora, ele perguntou onde ficava um endereço e eu não soube responder, aí ele me ofereceu carona, mas neguei porque não o conhecia”, relembra Eliane.

Beijo ‘roubado’

A mulher diz que o homem desceu do carro para lhe cumprimentar e, quando foi dar os três comuns beijinhos no rosto, acabou lhe “roubando” um beijo na boca. “Eu brinquei com ele dizendo que era casada, aí ele me abraçou e pegou meu contato para depois conversarmos e saírmos”.

Segundo a artesã, aparentemente o rapaz não conseguiu entrar em contato com ela e, pouco tempo depois, eles chegaram a se encontrar por acaso em um posto de saúde. “Eu perguntei para ele se ele tinha voltado lá na avendia, e ele falou que não, aí eu pensei ‘ah, não quer nada’”.

“Só que depois que fui embora me arrependi, podia ter pedido ele para me procurar, e ter falado que não era casada”, conta. Meses após o encontro, Eliana Gomes mandou pregar uma faixa na avenida, procurando por ele. No entanto, a faixa foi arrancada do local e a artesã desistiu do plano.

Eliane recorre ao banner

Agora, depois de 10 anos e dois relacionamentos mal-sucedidos, Eliane decidiu recorrer novamente aos recados na avenida em que conheceu o rapaz, na esperança de reencontrá-lo. “Estava me dando aquela angústia e eu pensei ‘quem sabe um dia ele passa lá, ele pode ver e ficar sabendo’, então resolvi tentar”.

Apesar do gesto, Eliane Gomes disse que não se considera romântica. “Acho que tem que tentar, das outras vezes que eu tentei me relacionar deu tudo errado. Tem uma música do Eduardo Costa chamada ‘Me Apaixonei’, que eu ouço eu fico pensando no que aconteceu”, revela.

‘Não tenho medo’

De acordo com a mulher, o rapaz na época usava boné, um par de brincos nas orelhas, tinha o cabelo castanho, era magro e aparentava ter 1,65. Questionada se tem medo de que ele não corresponda às expectativas dela, caso se encontrem, Eliane é firme e diz que não.

“Não tenho medo, a gente convivendo até com os parentes da gente nós não sabemos como é a pessoa de verdade”, justifica.

Até o momento, a artesã disse que o amado ainda não entrou em contato, mas tem consciência de que ele pode estar casado ou simplesmente não saber que ela o procura.

“Uma mulher chegou a me ligar passando trote. Se ele estiver por aqui e ver vou ficar feliz, não sei se ele ficou chateado na época… Agora se ele for casado eu não quero, 10 anos é muito tempo”, reconhece Eliane.

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