Mulher dada como morta acorda em freezer de necrotério

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A equipe de paramédicos se enganou sobre uma vítima de acidente de carro que acordou horas antes do próprio funeral

Tafofobia é o medo de ser enterrado vivo. Parece uma fobia irracional, mas tem lá o seu fundamento — ainda que raramente, volta e meia acontece de alguém vivo ser dado como morto e acordar no próprio funeral. O nome disso é catalepsia: quando os batimentos cardíacos e a respiração de alguém vão diminuindo lentamente a níveis quase imperceptíveis. Foi o que aconteceu com uma mulher na África do Sul, que só foi descoberta viva quando já estava no necrotério.

A mulher não teve o nome identificado, e era uma entre várias vítimas de um acidente de carro na estrada que liga Joanesburgo a Carletonville, no nordeste do país. Foi dada como morta pelos paramédicos da empresa privada Distress Alert. Seu corpo foi levado ao necrotério de Carletonville (o mais próximo do local do acidente) e colocado no freezer para cadáveres. Mais tarde, quando um dos funcionários se aproximou para preencher os formulários, levou um susto: a mulher respirava.

Quando o caso veio à público, o gerente da Distress Alert, Gerrit Bradnick, logo tratou de se defender, afirmando que todos os procedimentos necessários foram seguidos à risca, e que não havia nenhuma prova de negligência da equipe. Mesmo assim, as autoridades de Carletonville abriram uma investigação para esclarecer o caso.

A mulher foi levada a um hospital da região e está sendo observada de perto pelos médicos. Seu quadro, surpreendentemente, é estável. Não há risco de morte.

Essa não é a primeira vez que algo nesse estilo acontece na África do Sul. Há dois anos, um casal foi reconhecer o corpo do filho, dado como morto, quando notou que ele ainda respirava. Aqui no Brasil, algo parecido ocorreu em Londrina, no Paraná, quando um rapaz acordou durante a preparação do próprio velório.

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