Mulher comprou kit de inseminação artificial e esperma pela internet, e deu à luz uma menina

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A inseminação artificial é um método procurado por muitos casais ou pessoas solteiras que desejam ter um filho, mas por alguma razão não conseguem ou não podem tê-lo. Esse processo é, tradicionalmente, realizado em consultórios, por médicos especializados, mas em alguns locais a inseminação caseira também é legalizada, e pode ser realizada pelos próprios aspirantes a pais.

Em uma entrevista ao Refinery29, o endocrinologista reprodutivo e especialista em fertilidade da clínica de fertilidade RMA New York, Lucky Sekhon falou um pouco sobre o procedimento.

Ele disse que apoia a prática, mas aconselha as pessoas a não deixarem de procurar um médico regularmente, fazendo perguntas e tirando todas as dúvidas antes de realizar o procedimento em casa, para que a saúde venha sempre em primeiro lugar.

Stephenie Taylor é uma das mulheres que recorreram a esse tratamento para conseguir ser mãe mais uma vez. Conforme o Daily Star, a mulher (33 anos) queria muito um segundo filho, mas não queria ter um parceiro romântico ou relacionamento, e achava os valores das clínicas de fertilidade privadas muito altos, então resolveu que faria tudo por conta própria.

Então ela usou um aplicativo chamado Just a Baby, onde é possível encontrar barrigas de aluguel, parceiros, entre outras coisas, para comprar esperma, e encomendou um kit de inseminação no eBay, fazendo todo o processo sozinha, com a ajuda de vídeos. Após a primeira tentativa, ela já concebeu o bebê Éden, que Stephenie considera como um “milagre”.

A mulher queria um doador dedicado à família, sem histórico de doenças graves, de preferência com características semelhantes às dela, e em um dia encontrou o parceiro ideal. Trocando mensagens com ele por três semanas, eles se encontraram e ela recebeu o esperma.

Duas semanas após a inseminação caseira, Stephenie descobriu que estava grávida. Em 15 de outubro do ano passado, Éden nasceu saudável, e ela se orgulha muito do seu “bebê online”.

Sekhon explica que a inseminação doméstica pode resultar em gravidez, mas que não é o método mais eficaz, colocando a inseminação intrauterina à frente. O médico também orientou as pessoas que não usarem espermas de bancos oficiais a fazerem testes preliminares, como de doenças sᕮxualmente transmissíveis (DSTs), incluindo HIV, e teste genético para descartar a possibilidade de o doador e o receptor serem portadores de uma mutação que pode ser transmitida ao futuro filho.

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