Mônaco, 1992: com carro inferior, Senna superou Mansell

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Em um show de competência, Senna venceu pela quinta vez a tradicional prova e igualou a marca de Graham Hill

Ayrton Senna comemorando sua quinta vitória no GP de Mônaco, em 1992.

Foto: Divulgação / Twitter

Ayrton Senna, já tricampeão, chegou a Mônaco buscando uma recuperação. O rival do ano anterior, Nigel Mansell, varria o campeonato: em cinco etapas, cinco vitórias. A Williams FW14B era uma evolução considerável e mais confiável da FW14. Contava com recursos como suspensão ativa e controle de tração, além dos motores Renault V10, que garantiam potência e confiabilidade.

Para a McLaren a história era outra: já era notório que em 1991, ela não tinha o melhor equipamento ao final da temporada. Em 1992, veio cheia de novidades: trouxe o câmbio semiautomático, algo que só Ferrari e Williams tinham até então, mas que dava muitos problemas. O motor Honda V12 devia em relação ao Renault. A marca japonesa trouxe um novo conceito, com os V12 a um ângulo de 75° contra os 60° anteriores, para obter mais potência. Mas aconteceu o contrário: a unidade era mais pesada, mais fraca e “beberrona” do que sua antecessora.

Até aquele momento, a melhor posição da McLaren tinha sido dois terceiros lugares, nos GPs da África do Sul e de San Marino, com o próprio Senna. Na qualificação, Mansell fez a pole sobrando, com 0s873 para seu companheiro de equipe, Ricardo Patrese, e 1s113 para Ayrton Senna. Na largada, Senna pulou bem e assumiu a segunda posição. Mansell abriu e Ayrton segurou Patrese até a volta 34, quando já estava a 18s207 de Mansell. A partir daí começou a abrir para o italiano e a segunda posição parecia segura.

Mansell abriu a volta 71 com 28s406 de vantagem para Senna, mas quando estava no túnel sentiu um desequilíbrio no carro: aparentemente um pneu estava furado e teve que levar o carro até os boxes. Com isso, Senna assumiu a ponta, passando 5s159 atrás na volta 72. Duas voltas depois, Mansell já estava colado em Senna. As últimas voltas foram com Mansell tentando passar de todas as formas e o brasileiro segurando, para vencer pela quinta vez em Mônaco.

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