Mensagens de adolescente de 12 anos a professor denunciam abusos do pai: 'Eu disse não, mas ele continuou'

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Adolescente contou que foi abusada várias vezes pelo pai, em três meses, sendo a última na segunda-feira (13). Homem foi preso, mas acabou liberado após laudo ‘inconclusivo’.

As mensagens enviadas por uma menina de 12 anos a um professor denunciam os abusos cometidos pelo pai dela em Sorocaba (SP). A jovem se trancou no banheiro de casa na tarde de segunda-feira (13) e pediu ajuda a docentes.

Prints enviados com exclusividade à TV TEM (veja abaixo) mostram a conversa que a menina teve com professor que a socorreu logo após o último abuso sofrido. A garota relata que havia sido abusada ao menos seis vezes pelo pai. 

O docente pergunta se o homem abusou da jovem e ela responde que sim. Em seguida, afirma que “disse não, mas ele continuou”.

Logo depois, o professou questiona quando foi a última vez em que houve abuso, e a aluna responde “hoje” (segunda-feira).

Depois da mensagem, o professor pediu ajuda a outros colegas da escola. Eles foram até a casa da menina e acionaram uma equipe da Polícia Militar que passava pelo local. A adolescente contou que sofreu abusos do pai várias vezes durante três meses, sendo a última vez na segunda-feira.

Pai foi liberado um dia após ser preso

O homem foi abordado pelos policiais e resistiu à prisão, precisando ser algemado. Ele negou o crime, mas foi preso em flagrante pela polícia. Porém, foi liberado após audiência de custódia nesta terça-feira (14).

Segundo apurado pelo g1, a decisão do juiz foi baseada em um laudo inconclusivo sobre abusos sexuais e por não ter histórico com crimes. Foi coletado material genético para pesquisa de espermatozoide, o que deve ficar pronto em cerca de um mês.

O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A adolescente foi ouvida acompanhada pela mãe, que estava no trabalho no momento do ocorrido e foi avisada pelos policiais. Ela alegou que não sabia sobre os abusos.

O Conselho Tutelar também foi acionado e encaminhou a menina até o Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (Gpaci) e ao Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). Em seguida, a Justiça concedeu medida protetiva para a adolescente.

IMAGEM ILUSTRATIVA. 

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