Médicos vão à Justiça contra a Globo

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A Associação Médicos pela Vida (AMV) entrou com uma ação contra a Rede Globo, exigindo indenização e direito de resposta por uma matéria exibida no Fantástico sobre o tratamento precoce em pessoas infectadas pelo vírus chinês. Caso a emissora seja condenada, ela terá de pagar a quantia de R$ 10 mil.

Segundo matéria da Revista Oeste, a reportagem da Globo alega que os medicamentos para o tratamento precoce da Covid-19 não têm comprovação científica. A associação, no entanto, se posiciona contra a tese de “falta de comprovação científica” e ainda defende a autonomia dos profissionais de saúde para prescrever medicamentos.

Mesmo  não tendo sido mencionada pela emissora, a AMV decidiu entrar na Justiça. O processo está correndo na 29ª Vara Cível de São Paulo e a associação perdeu em primeira instância.

A matéria dos jornalistas Tadeu Schmidt e Poliana Abritta, que foi ao ar em 28 de março deste ano, aponta supostas evidências de que a hidroxicloroquina não funciona no tratamento da Covid.

Por outro lado, uma pesquisa do International Journal of Antimicrobial Agents, publicada em outubro do ano passado, já apontava que o tratamento precoce de pacientes com dose baixa de hidroxicloroquina é eficaz no tratamento da Covid-19.

E um novo estudo publicado pelo The Smith Center for Infectious Diseases and Urban Health no final de maio deste ano confirmou a eficácia do medicamento.

O jornalista Max Cardoso, durante o Boletim da Manhã de quinta-feira (24), ressaltou a importância de conseguir um “direito de resposta”.

“Imagina eles podendo explicar o tratamento precoce na Globo. Isso já vale muito mais do que qualquer indenização que a Globo porventura possa pagar”, ressaltou o jornalista.

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