Maia diz que declaração de Wajngarten ‘parece combinada’ para proteger Bolsonaro

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O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), usou as redes sociais nesta sexta-feira, 23, para dizer que a entrevista de Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), parece ter sido ‘combinada’.

Em entrevista à Veja, Wajngarten culpa o Ministério da Saúde pelo atraso no processo de aquisição das vacinas contra a Covid-19 e pelo conflitos ocorridos no decorrer das negociações com a Pfizer.

Segundo o ex-secretário, houve ‘incompetência’ e ‘ineficiência’.

“É verdade que a vacina ainda não estava aprovada pela Anvisa. Mas o Ministério da Saúde podia ter deixado as vacinas encomendadas, armazenadas. Os Estados Unidos compraram dezenas de milhões de doses da Pfizer. Europa e Israel também. Resultado: eles tiveram prioridade na entrega, estão vacinando seus cidadãos primeiro, salvando vidas que poderiam ter sido salvas aqui também”, disse o ex-funcionário.

“O presidente Bolsonaro está totalmente eximido de qualquer responsabilidade nesse sentido. Se as coisas não aconteceram, não foi por culpa do Planalto. Ele era abastecido com informações erradas, não sei se por dolo, incompetência ou as duas coisas. Diziam que a pandemia estava em declínio e que o número de mortes diminuiria muito até o fim do ano”, acrescentou.

A declaração dele, contudo, não convenceu Rodrigo Maia. Na visão do parlamentar, Wajngarten ‘entrega a cabeça’ do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, mas não gera nenhum tipo de comprometimento em torno de Bolsonaro.

“A entrevista do ex-assessor de Bolsonaro à Veja parece combinada. Entrega a cabeça do Pazuello e protege o presidente”, escreveu nas redes sociais.

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