Mãe e filha engravidam juntas após ambas sofrerem abortos

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Daiane Fernanda Demetrio, 22, e sua mãe, Gisele Lima Demetrio, 38, estão vivendo um momento muito particular neste ano. Ambas estão grávidas e esperam que seus bebês cheguem nas próximas semanas. Para as duas, compartilhar essa experiência juntas tem um significado muito especial, principalmente porque ambas passaram pela dor de sofrer abortos

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Em entrevista à CRESCER, a vendedora Gisele, que mora em Pescaria Brava, em Santa Catarina, conta que passou por momentos difíceis durante suas gestações. “Aos 15 anos, tive que criar minha primogênita sozinha”. Além das dificuldades como mãe solo, a gestação de Gisele não foi fácil. Ela passou pelo risco de quase ter um aborto e precisou ser medicada para salvar sua bebê. 

Quando sua filha ainda era pequena, a vendedora precisou parar de tomar o anticoncepcionaldevido a um problema de saúde e, nesse tempo, acabou engravidando novamente. A mãe também experienciou uma gestação complicada, mas conseguiu dar à luz seu filho Daidson Fernando Demetrio, hoje com 15 anos. Um tempo depois, ela se separou do pai do menino e passou a viver sozinha com os dois filhos. 

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Foi então que Gisele teve mais uma surpresa. Após iniciar um novo relacionamento, com 35 anos, ela engravidou, porém, no início, não percebeu, pois estava menstruando normalmente. Com sete semanas, ela começou a sentir os enjoos e fez o exame de gravidez, que deu positivo. “Meu namoro estava no começo. Como já criei dois filhos sozinha, fiquei com muito medo”, disse Gisele. Durante a gestação, ela teve sangramento já com três meses de gravidez. “Duas semanas depois, senti mais uma vez dor e sangramento. Na madrugada, acordei com contração e foi aumentando. Fui ao hospital às seis horas da manhã e não me atenderam, me deixaram na espera, às 11 horas, fui ao banheiro e tive minha filha”, disse a vendedora. Mas, a bebê faleceu após 17 semanas de gestação.  

Mesmo após esse difícil momento, Gisele decidiu que queria ter mais um filho. Após um quadro de infecção urinária do marido, Jaison Fernandes Delfino, a vendedora finalmente conseguiu engravidar da pequena Daimilly. Hoje, a gestante está em sua 30ª semana de gravidez. 

UMA IRMÃ E UM NETO 

Antes de saber que estava grávida, Gisele recebeu a notícia que seria avó. Sua filha Daiane tinha engravidado novamente. No entanto, ao contrário da mãe, sua gravidez não foi planejada. “Não esperava. Cuidei para não acontecer, mas todos os meios falharam”, explica. “Eu chorei de desespero. Quem me acalmou foi meu esposo [João Eduardo Rosa de Souza] dizendo que estávamos juntos e que não ia faltar amor para mais um”. 

Daiane, que mora em Criciúma, em Santa Catarina, também é vendedora e já é mãe de Caio, de 2 anos. O pequeno é um bebê arco-íris. A jovem também sofreu um aborto, assim como sua mãe. “Eu tinha endometriose e ovários policísticos. Quando engravidei, foi uma surpresa. Logo depois, comecei a sangrar do nada. Fui para maternidade e fiquei dois meses de repouso. Infelizmente, ele se foi. Era um menino, fiquei sete dias internada com infecção e anemia profunda”, disse a mãe. Após perder seu filho com quase quatro meses, Daiane entrou em depressão, porém, mais tarde decidiu tentar engravidar novamente e um ano depois conseguiu segurar seu bebê arco-íris nos braços. 

Agora, Daiane está a espera do pequeno Gael. A gestante já está com 36 semanas e quatro dias. Sobre estar grávida junto com a mãe, a vendedora diz que é uma experiência bem singular. “Está sendo bem diferente. Tudo que acontece, contamos uma para outra. Nós dizemos que eles são praticamente gêmeos porque o que compramos para um, compramos para outro. É dose dupla de gastos!”. 

Durante a pandemia, Daiane conta que pegou covid-19, mas que não teve um quadro grave. Nesse momento, a família está ansiosa para conhecer o pequeno Gael, que deve chegar no final de maio e depois será a vez de sua tia, que pode nascer em julho. “Acredito que eles vão ser bem próximos. Depois, vou fica sem os dois filhos, vão querer ir tudo para a vovó deles. Ainda mais com a Daimilly praticamente da mesma idade deles para brincar”, disse Daiane. 

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