Mãe de jovem sumida em Copacabana tem bilhete e filmagem da filha

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A jovem Sabrina Freitas Cartaxo Araújo Pereira, de 16 anos, vinha cumprindo uma rotina intensa de estudos em um curso de Desenvolvimento de Jogos Digitais, oferecido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Moradora de Copacabana, a adolescente sempre foi tímida e estudiosa e se dedicava ao projeto de forma integral, das 7h às 18h. Na última segunda-feira (25/10), no entanto, ela deixou um bilhete avisando que sairia para caminhar e não voltou mais para casa.

“Encontrei o recado em cima da mesa, por volta das 8h, um momento do dia em que ela estaria intensamente voltada às aulas. Achei muito estranho e comecei procurar, pois ela nunca foi de fazer isso, de caminhar, de não cumprir com os estudos. Passei, então, a buscar informações com os amigos”, contou a mãe da jovem a empresária Mariana Cartaxo, de 34 anos.

A mãe explicou que, desde o encontro do bilhete, tenta contato com o celular da filha, desligado até a tarde desta quarta-feira (27/10). O rastreamento do aparelho acabou negado pela operadora, que exigiu um mandado judicial. A Polícia Civil investiga o caso e está providenciando o documento para tentar refazer os passos da menina.

Ao mesmo tempo, Mariana também segue os possíveis trajetos de Sabrina, a partir das imagens do circuito interno de vídeo do edifício onde a adolescente mora com a mãe e o padrasto. É possível ver a estudante saindo com roupa esportiva e uma mochila cheia, encontrada vazia na casa de seu avô em Realengo, na zona oeste do Rio, distante 45 quilômetros do apartamento em que mora em Copacabana, na zona sul.

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“Lá só encontramos a mochila, mas ninguém sabe dela, não a viram. Os amigos também não viram e, pressionados com meus apelos, me deram a indicação da casa do namorado, relação que achei que ainda estava na fase da paquera. Fui até lá, mas eles também não têm ideia do paradeiro dela”, relatou Mariana, contando que, nas últimas semanas, a estudante vinha apresentando alterações no comportamento.

“Vinha notando que as notas estavam baixando, ela mais desanimada. Buscamos terapia. Ela fez duas consultas com psicólogo e hoje (quarta, dia 27), ela teria uma consulta, às 11h, com o psiquiatra. Estava animada com a terapia iniciada há duas semanas, mas sumiu. Procurei o psicólogo também, mas ele disse apenas que era para eu focar nos amigos e na saúde física da minha filha. Estou desesperada”, completa.

Mesmo não tendo uma relação de contato com o pai biológico, Mariana acreditou que a filha pudesse tê-lo procurado, o que não aconteceu. “O mais angustiante é que ninguém sabe nada. O namorado contou que a última vez que falou com ela foi no fim de semana, quando ela o convidou para ir ao clube, mas ele não pode aceitar. Pedimos, fazemos um apelo a todos que tenham qualquer informação para que nos repassem, que nos ajudem a encontrá-la”, desabafa a mãe.

A Polícia Civil, questionada pelo Metrópoles, não informou detalhes do caso ou se há pistas do paradeiro da estudante. Quem tiver informações pode entrar em contato com o Disque-Denúncia (21 2253-1177), com a polícia ou com o Conselho Tutelar (21 2286-8337 ou 21 98596-5296).

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