Mãe de Ayrton Senna Encontra Objeto Misterioso do Filho e Faz Revelação

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A alegria tinha razão de ser. Àquela época, Owen se tornara íntimo e companheiro de momentos difíceis, um deles particularmente muito triste. Em julho de 1994, dois meses depois da morte de Ayrton, ele levara dona Neyde e Viviane a Portugal, para que elas desmontassem a casa do Algarve. Passada uma década, Owen ainda tinha a foto que fez com as duas junto à escada do avião.
Três leves sorrisos que misturavam tristeza e resignação.

Dentro da casa, naquele dia, dona Neyde parecia ansiosa, à procura de algo que não encontrava. Juracy, que ajudava no empacotamento, percebeu e perguntou se podia fazer algo por ela. Na resposta, o tamanho da saudade:

– Estou procurando alguma roupa dele que não tenha sido lavada…

Juracy tinha o que dona Neyde procurava: um cardigã bege de lã grossa que Ayrton usara pouco antes de morrer.

Ao receber a roupa das mãos de Juracy, Neyde abraçou o casaco como se fosse gente e ficou cheirando até as lágrimas.

Mais tarde, na cozinha da casa, ela revelou um desejo:

-Juracy, só te digo uma coisa: quando eu morrer, assim que eu morrer, assim que eu terminar de morrer, quero correr tanto, mas tanto, que enquanto eu não encontrar o meu filho eu não paro…

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