Lockdown ‘não tem defesa’ e traz resultados piores do que não fechar, diz médico

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Em entrevista ao Opinião no Ar, da RedeTV!, neurocirurgião Paulo Porto defende ‘lockdown inverso’ adotado em Chapecó (SC), com isolamento dos que transmitem o vírus

Em entrevista ao programa Opinião no Ar, da RedeTV!, nesta segunda-feira, 12, o médico neurocirurgião Paulo Porto criticou a decisão de prefeituras e governos estaduais pelo Brasil de decretar o lockdown ou mesmo medidas mais duras de restrição da locomoção das pessoas, na tentativa de reduzir a disseminação do novo coronavírus. Segundo ele, o lockdown “não tem defesa”.

“Em relação ao lockdown, não tem defesa. Temos dados abundantes de que o efeito do lockdown é pior do que o efeito de deixar as coisas abertas”, afirmou Porto. Citando estudos internacionais, o médico disse ainda que há dados científicos que assinalam que “o lockdown pode ser de 5 a 50 vezes pior do que deixar a sociedade completamente aberta”.

“Na minha opinião, o que deveria ser realizado é o que foi encampado pelo prefeito de Chapecó: um lockdown inverso. Você pegar aqueles que estão em período de transmissão, e estes, sim, mantê-los isolados”, explicou o médico.

Silvio Navarro, editor-executivo de Oeste, e Rodrigo Constantino, colunista da Revista, participaram da entrevista. O programa — que também entrevistou o prefeito de Aparecida, Luiz Carlos Siqueira, como noticiamos — é apresentado por Luís Ernesto Lacombe e conta com a participação da jornalista Amanda Klein.

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