Juiz manda prender pai que se recusou a aprovar procedimento de mudança de sᕮxo de filha de 16 anos

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Hoogland acredita que esse tipo de intervenção pode causar consequências físicas e emocionais aos submetidos.

O canadense Robert Hoogland tem uma filha de 16 anos que se identifica com o gênero masculino, o que a classifica como uma pessoa transgênero. No entanto, ele não aceita a condição da adolescente, e luta contra os seus desejos pessoais, o que o levou para a prisão.

De acordo com informações compartilhadas pelo R7, Hoogland foi preso por se recusar a aprovar um tratamento hormonal de mudança de gênero para a filha. A adolescente realiza o tratamento desde 2019, porém sem o consentimento do homem.

Na época, o caso foi levado à Suprema Corte, e o tribunal autorizou que a adolescente, com 14 anos, fizesse a transformação de gênero. O juiz teria dito ainda que, se o pai tentasse impedir a jovem ou convencê-la a desistir, ele seria preso, o que acabou acontecendo este ano.

No ano passado, Hoogland falou à imprensa que estava vendo uma menina “perfeitamente saudável” ser destruída sem nada a fazer para impedir isso. O homem acrescentou que encher a filha de hormônios não mudaria o seu DNA ou a transformaria em um menino, e que isso apenas a colocava em risco de desenvolver câncer ou problemas no coração.

Hoogland é um grande defensor de que esse tipo de intervenção pode causar consequências físicas e emocionais irreversíveis aos submetidos.

Desde 2019, o homem luta na justiça contra os pareceres sobre a filha, e já apresentou vários argumentos para tentar dissuadi-la da mudança de gênero, entre eles o caso “Keira Bell”, em que uma jovem de 23 anos processou o sistema de saúde público britânico (NHS) porque se arrependeu do procedimento de transição de gênero que fez na adolescência. Keira acredita que era muito nova na época e que deveria ter tido sua decisão questionada pela equipe médica.

Hoogland também apresentou evidências científicas sobre as consequências do processo de transição. No entanto, o tribunal não aceitou nenhum dos seus apontamentos.

Além de recusar a autorização do tratamento hormonal, outro fator que levou à prisão do pai em março foi o fato de ele ter se referido à filha como “ela”. Como a menina é transgênero, o tribunal afirmou que Hoogland não pode se referir a ela usando pronomes femininos.

Então, um juiz da Suprema Corte da Colúmbia Britânica, no Canadá, emitiu um mandado de prisão, pois considerou sua atitude como violência doméstica.

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