Jovem come sushi e é internada por causa da “doença da urina preta”

VACA 22

A jovem Kelly Silva, de 27 anos, está internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após comer peixe em um restaurante de comida japonesa em Goianésia, em Goiás, e desenvolver a “doença da urina preta”, formalmente conhecida como “Doença de Haff”.

A mulher ingeriu sashimi de tilápia e salmão no último 23 de junho. Conforme a família, em entrevista ao “UOL”, ela passou mal pouco tempo depois. Inicialmente, Kelly apresentava sintomas gastrointestinais com maior força. No dia seguinte, ela piorou, teve “endurecimento dos músculos e fortes dores no corpo”, e foi levada a um hospital em Goiânia, onde ainda está internada. 

A família informou ao portal que o estado de saúde dela é grave, mas estável, ainda sem previsão de alta.

A doença não é bem conhecida na literatura médica, mas há alguns pontos em comum nos casos relatados dentro e fora do Brasil. O principal deles é a ingestão de animais marítimos, em especial àqueles que vivem em água doce. 

A principal hipótese de cientistas que se debruçaram sobre os dados é de que a “Doença de Haff” seja causada por alguma toxina, ainda não identificada. Os sintomas – escurecimento da urina, músculos lesionados, falta de ar, dormência, perda de força e, em casos extremos, insuficiência renal – costumam aparecer entre duas e 24 horas após o consumo dos animais. 

A doença tem tratamento baseado nas sequelas e sintomas. Pacientes costumam ficar internados e recebem reposição de fluidos e suporte em leitos de alta complexidade. Quadros leves da enfermidade desaparecem em alguns dias, sem que haja necessidade de hospitalização. 

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