Jornais confirmam denúncia de espionagem contra Governo feita por jornalista

Palacio do Planalto

Após denunciar a espionagem em julho do ano passado, o jornalista Allan dos Santos foi atacado pela grande mídia e chamado de “lunático” nas redes sociais.

Com quase um ano de atraso e sem citar o jornalista Allan dos Santos, a grande mídia confirmou a denúncia feita pelo jornalista de que “maletas de grampo” estariam sendo usadas para espionar o presidente Jair Bolsonaro. A espionagem “descoberta” pela grande mídia no último domingo (25) foi denunciada por Allan dos Santos em julho de 2020 durante uma live organizada pela deputada Bia Kics.

Segundo apuração do jornalista, tratava-se de um “conluio” entre o presidente da Câmara dos Deputados na época, Rodrigo Maia (DEM), o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal de Contas de União (TCU) para derrubar Bolsonaro.

Após denunciar a conspiração, o jornalista foi atacado pela grande mídia e chamado de “lunático” nas redes sociais. Devido à gravidade da denúncia e zelando pela segurança da família, Allan dos Santos teve que buscar exílio nos Estados Unidos.

Ontem (25), a Veja disse ter confirmado a existência das “maletas” com fontes militares. De acordo com a revista, “a preocupação levou alguns auxiliares do presidente a trocar de número de celular. Uma fonte militar revelou […] que, além da Esplanada, o sinal dos aparelhos foi localizado nas proximidades da área militar onde ficam os comandos das Forças Armadas”.

Ao comentar sobre o caso, o filósofo Olavo de Carvalho lembrou que os mandantes da tentativa de assassinato do Bolsonaro também continuam soltos e “protegidos”. “Nunca houve, no Brasil, pessoas tão bem guardadas e protegidas quanto os mandantes do Adélio. São jóias, tesouros, preciosidades da espécie humana. Seus únicos concorrentes apareceram agora: os hominhos das maletas. Ninguém tocará neles”, escreveu Carvalho em seu Twitter.

Entenda a denúncia

De acordo com a denúncia de jornalista Allan dos Santos feita em julho do ano passado, a empresa Rohde & Schwarz foi contratada por um funcionário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fazer uma varredura e identificar a existência de “maletas de espionagem” em Brasília.

A empresa descobriu maletas de escuta telefônica em três locais: Nas embaixadas da Coréia do Norte e da China e na casa do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido como “Kakay” – o advogado mora na região da QL-4. Apesar da descoberta, o TSE não comunicou o Governo Federal sobre as maletas, o que segundo Allan dos Santos comprovaria a existência de um “conluio” para cassar o presidente da República.

“Recebi a informação de que houve uma reunião na QL-4 com Barroso, Davi Alcolumbre, Rodrigo Maia, um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e um ministro o Tribunal de Contas da União (TCU) que planejava fazer alguma coisa contra o presidente e contra seus apoiadores”, disse Allan dos Santos ao Pingos nos Is à época.

Veja a denúncia no vídeo abaixo:

No dia 11 de abril deste ano, Allan dos Santos publicou em seu Twitter o trecho de uma live que teve como participantes o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e o advogado Kakay. Ambos acusados de fazerem parte da conspiração contra o Presidente da República.

“O que fizeram com as informações que passei sobre algumas personalidades abaixo? Parou na PGR e lá ficou. Na vida é assim: quando quem pode agir nada faz, começa a ser tratado como derrotado e os inimigos ganham coragem. Fiz minha parte, @jairbolsonaro“, escreveu o jornalista.

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