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Inflação no Brasil é 5ª maior no governo Bolsonaro

O país está longe de ser o único a ver picos de preços significativos. Os bancos centrais dos Estados Unidos, Europa e América Latina – que são geralmente encarregados de utilizar o mecanismo das taxas de juro para tentar manter a inflação sob controlo – viram os índices de inflação aumentar muito mais do que esperavam.

As causas domésticas, por outro lado, contribuíram para os fatores externos no Brasil, resultando numa das taxas de inflação mais elevadas da região. O Brasil está apenas a seguir à Argentina e Venezuela entre as 11 maiores economias da América Latina, ambas as quais estão a atravessar graves crises que vão muito além dos problemas causados pela epidemia da covida-19 e suas ramificações. De acordo com as previsões do Fundo Monetário Nacional (FMI) para 2021, a inflação na Argentina atingiu 51,2% nos 12 meses até Novembro, enquanto que na Venezuela atingiu uns espantosos 2.700 por cento.

No que diz respeito à taxa de câmbio, que é uma fonte de preocupação para o Brasil, o economista classifica a Colômbia e o Chile com o Brasil como os países mais pobres da região.

Devido à instabilidade da disputa política do Chile e das conversações sobre a nova constituição, o peso desvalorizou muito mais do que o real em 2021, afirma (no ano passado, os chilenos elegeram os parlamentares que irão redigir a nova carta, que deverá ser apresentada no segundo semestre de 2022).

O Brasil subiu para a terceira posição no ranking da inflação na América Latina, atrás apenas da Argentina e do Haiti, que enfrentam uma crise económica grave e crónica e uma convulsão política e social evidenciada por catástrofes naturais, respectivamente.

Os custos alimentares aumentaram como resultado da valorização das mercadorias, exercendo pressão sobre a inflação brasileira desde o ano passado.

O aumento do preço de produtos básicos como a soja e o milho no mercado internacional, juntamente com a depreciação do real, resultou num aumento das exportações, resultando num défice de oferta no mercado local e, como resultado, num aumento dos preços.

Contudo, a incerteza económica e, mais recentemente, a crise institucional do Presidente Jair Bolsonaro impediram que o dólar caísse em valor. A combinação destas possibilidades resulta na fuga de capitais do Brasil, o que tem um impacto negativo sobre o real.

“Desde o final do ano passado, tem havido muitas dúvidas sobre como vamos sair da epidemia e se vamos ou não cingir-nos às restrições orçamentais. Isto tem uma influência significativa sobre a taxa de câmbio”, explica Solange.

De acordo com o IBGE, a inflação oficial, avaliada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), atingiu 10,74% no período de 12 meses que terminou em Novembro (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Isto indica que a IPCA sob a administração de Jair Bolsonaro (PL) excedeu os aumentos de preços experimentados sob a administração de Dilma Rousseff (PT). A inflação no Brasil disparou durante o segundo mandato do PT, atingindo 10,71 por cento no ano que terminou em Janeiro de 2016.

A pressão inflacionista, juntamente com taxas de impostos mais elevadas, levou a uma redução nas previsões de crescimento económico para o próximo ano. A combinação dos dois factores torna o consumo familiar, a força motriz do PIB, mais difícil (Produto Interno Bruto). O PIB já está a dar sinais de infecção no Brasil.

Fonte de pesquisa G1 e  Estado de Minas 

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