“Idiota é pouco”: chefe descobre que funcionários, os quais ajudou na pandemia, estavam em novos empregos

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Depois de se decepcionar com os funcionários, o empresário publicou um relato nas redes sociais. Veja!

Com a pandemia, toda a sociedade tem feito grandes adaptações para melhor sobreviver a esse período de crise.

Muitos comércios têm sido diretamente afetados, muitas vezes, obrigados a fechar as portas, por determinado tempo, para cumprir as medidas de isolamento e tentar conter o avanço das contaminações.

Mas essa realidade pode acarretar grandes problemas. Esse é o caso do empresário argentino Tito Loizeau, que viveu uma experiência bastante desagradável em seu comércio, o restaurante El Capitán, que tem como tema Hollywood e fica em um shopping, ao lado do cinema.

Ao Clarín, ele contou que criou o El Capitán, em 2019, e que 100% de sua clientela é formada por pessoas que saíam de uma sessão de cinema. Quando a pandemia chegou e os shoppings foram fechados, ele precisou ficar quase dois meses parado.

O governo não permitiu que os empresários dispensassem os trabalhadores, e exigia que 50% de seus salários fossem garantidos. No entanto, Tito foi além e tirou do próprio bolso os outros 50% para não deixar nenhum de seus 20 funcionários desamparado.

Por onze meses, ele honrou fielmente o seu compromisso com os companheiros de trabalho, mantendo-os informados por WhatsApp, mas teve uma surpresa muito negativa quando precisou reabrir o restaurante.

Conforme publicou em seu perfil no Twitter, no começo de março, depois de doze meses, ele reabriu o El Capitán, junto com a reabertura dos cinemas, e descobriu que 14 dos 20 funcionários, os quais ajudou durante todos os meses, já tinham conseguido novos trabalhos, e continuavam recebendo a cortesia de 50% oferecida por Tito.

Direitos autorais: reprodução Twitter/@titoloizeau.

Sua publicação mostra que o empresário sentiu que sua confiança foi completamente traída por aqueles aos quais se empenhou em apoiar. Ele disse que “idiota é pouco” para descrever como estava se sentindo.

No entanto, afirmou ao Clarín que não vai iniciar ação judicial contra seus ex-funcionários, apenas espera que a demissão deles seja formalizada, para que a história possa ser encerrada.

Sobre o El Capitán, Tito revelou não saber qual será o futuro, porque apenas tem seis funcionários. Ele disse que irá esperar para ver como os protocolos dos cinemas funcionarão, para depois avaliar os próximos passos.

A publicação na rede social rendeu mais de 35 mil curtidas e quase 700 comentários. Muitas pessoas entendem a indignação do empresário e concordam que os funcionários foram desonestos, enquanto outros dizem compreender a situação dos empregados e sua insegurança em relação aos próprios trabalhos.

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