dentro

Homem prova inocência após ficar mais de três anos preso

Um morador de uma comunidade em Santos, litoral de São Paulo, pode respirar aliviado – e em liberdade. A foto de Thiago Augusto, ajoelhado com as mãos para o alto após o anúncio do resultado do júri popular, demonstra o alívio após passar três anos e dois meses preso injustamente por um roubo que não cometeu. 

Thiago foi acusado de participar de um assalto e tentativa de homicídio a um supermercado em janeiro de 2019. No crime, um segurança foi baleado. Imagens de câmeras de segurança, porém, mostraram que ele estava em outro lugar. Diante da inocência provada, o retorno à rotina e o apoio dos familiares em meio às cicatrizes que a injustiça causou. “São três anos que não voltam mais, três anos perdidos”, lamentou. 

A vítima do crime sobreviveu e identificou o rapaz e outros dois homens como autores do crime. Thiago estava na casa da então namorada. Para ele, o racismo e o preconceito foram determinantes para a condenação. “Negro, tatuagem, dentro de uma comunidade é julgado pela sociedade. Eles entraram, me viram lá e fizeram essa injustiça comigo”, afirmou. 

Os outros dois acusados foram inocentados e os três criminosos que realmente participaram do assalto ainda não foram identificados. Os advogados de Thiago, agora, preparam os próximos passos e pretendem abrir um processo pelas acusações falsas e a consequente e longa prisão ilegal, em meio a condições insalubres na unidade prisional. 

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que um novo inquérito foi instaurado para localizar os reais autores do crime. VEJA A REPORTAGEM:

Relatório

O que você acha?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.