Homem preso por tentar matar amante da esposa com pão de mel envenenado é solto

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Um homem, de 43 anos, que havia sido preso suspeito de tentativa de homicídio por envenenamento em Cascavel, no oeste do Paraná, foi solto na noite desta terça-feira (25). Ele terá que usar tornozeleira eletrônica.

A defesa do suspeito conseguiu revogar a prisão preventiva, pois ele não tem antecedentes criminais e as condições pessoais são favoráveis, como ter residência fixa. Além disso, o homem afirmou ter a intenção de colaborar com a investigação do caso.

O envenenamento, conforme a polícia, aconteceu em abril deste ano, quando um homem, de 35 anos, foi hospitalizado depois de comer um pão de mel.

De acordo com a investigação, o motivo do crime foi passional. Entretanto, a esposa do suspeito, que era amante da vítima, não tem relação com o crime.

“A vítima recebeu um suposto brinde de Páscoa de uma empresa da cidade, da qual ele era cliente. Na sacola havia pães de mel e outros objetos. Depois de comer a vítima passou mal, foi socorrida pela esposa e levada para o hospital. Ele teve parada cardio-respiratória e ficou dias intubado na UTI”, disse o delegado do caso, Diego Valim.

O suspeito está proibido de ter contato por qualquer meio com a vítima e as testemunhas. Ele também não pode sair a noite e nem nos dias de folga, só podendo sair de casa para trabalhar, entre 6h e 20h30.

Investigação

Um boletim de ocorrência foi feito à época, e o alimento encaminhado para análise. Segundo a Polícia Civil, o suspeito injetou o veneno nos pães de mel, contratou uma empresa para fazer as embalagens e contratou um vendedor ambulante para fazer a entrega à vítima.

“Segundo o laudo da perícia foi usado um veneno chamado carbofurano, um tipo de inseticida. Este produto é proibido no Brasil desde 2017 pelo risco à saúde”, explicou o delegado.

A polícia informou que chegou até o suspeito após examinar imagens de câmeras de segurança e dos radares da cidade.

O advogado da vítima disse que o cliente estava sendo ameaçado pelo suspeito havia um ano e foi embora de Cascavel por medo.

Conforme a investigação, a empresa que teria enviado o brinde, negou ter mandado para a vítima o material e disse que a marca da empresa foi usada para o crime.

Segundo a polícia, o suspeito pode responder por dupla tentativa de homicídio.

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