Globo toma atitude contra cinegrafista da Olimpíada acusado assédio

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A Globo decidiu demitir o repórter cinematográfico Mikael Fox, que estava em Tóquio para a cobertura da Olimpíada, que começa nesta semana. O profissional teve o retorno para o Brasil antecipado.

Em nota, a emissora carioca confirmou a decisão. “Confirmamos que o repórter cinematográfico Mikael Fox não faz mais parte do time de esporte da empresa”, declarou o canal carioca, sem entrar em detalhes do caso.

O UOL, porém, informou que Fox foi acusado de assédio por profissionais da Globo que também estão no Japão. O cinegrafista teria passado a mão no corpo de duas produtoras do canal carioca há dez dias e, após a denúncia, foi desligado da equipe.

“[…] A Globo não comenta assuntos de Ouvidoria, mas reafirma que todo relato de assédio, moral ou sexual, é apurado criteriosamente assim que a empresa toma conhecimento. A Globo não tolera comportamentos abusivos em suas equipes“, finalizou o comunicado da empresa.

Mikael disse à publicação que foi desligado da emissora acusado de importunação após essas denúncias. No entanto, ele negou as acusações que está sofrendo e disse estar sendo vítima de uma injustiça.

“O contato que teve foi tocar no ombro, coisa que normalmente acontece. Uma das produtoras eu conheço há anos, já fiz viagem de ficar um mês. Não teria capacidade ou coragem de assediar qualquer colega, não sei se fui mal-interpretado. Não teve nada de assédio de qualquer tipo”, reagiu o profissional.

A Veja Rio apurou que Fox assediou uma produtora numa reunião informal realizada entre a equipe num dos quartos do hotel.

Com mais de 14 anos de casa, ele já trabalhou nos principais telejornais da emissora, como o Jornal Nacional, Fantástico, Profissão Repórter e Globo Repórter, entre outros. Em sua conta no Linkedin, ele diz ter exercido os cargos de diretor de fotografia, repórter cinematográfico e produtor “no seleto grupo de Esportes da TV Globo no Rio de Janeiro”.

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