Globo foi advertida pela embaixada japonesa após erros nas Olimpíadas

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A Globo foi procurada pela embaixada do Japão no Brasil e pelo consulado japonês no Rio de Janeiro por conta de comentários imprecisos feitos pelo narrador Galvão Bueno e pelo narrador Marcos Uchôa durante a transmissão da cerimônia de abertura das Olimpíadas de Tóquio, exibida pela emissora na manhã de 23 de julho. Durante o evento que marcou o encerramento dos Jogos Olímpicos, a rede decidiu destinar um espaço para contar aos telespectadores que foi advertida pelos comentários e pediu desculpas por eventuais erros cometidos durante a cobertura.

Logo nos primeiros minutos da cerimônia de encerramento, Galvão Bueno relatou ao público da Globo que o canal foi procurado pelos órgãos por conta de comentários feitos por ele e pelo colega na cerimônia de abertura. De acordo com a embaixada e com o consultado, a dupla teria feito comentários imprecisos sobre a bandeira nacional e sobre a figura do imperador japonês. “Nos desculpamos se cometemos alguma imprecisão. O objetivo não era esse. O Japão encantou o mundo nestes Jogos Olímpicos”, pontuou o narrador.

A principal voz da emissora também tentou colocar panos quentes na situação constrangedora, dizendo que a carta também elogiava outros pontos da transmissão e da cobertura olímpica. Além disso, ele aproveitou para se declarar aos japoneses, dizendo que aprendeu a amar o país. “Agradecemos os elogios recebidos. Fui dezenas de vezes ao país, aprendi a amar esse país, e sempre recebi muito carinho”, disse ele.

A seguir, leia a íntegra do esclarecimento feito por Galvão Bueno no encerramento das Olimpíadas de Tóquio:

Eu queria então aproveitar esse momento para dizer que a Globo recebeu uma carta no consulado do Japão no Rio de Janeiro e também da embaixada do Japão no Brasil sobre comentários que nós fizemos na cerimônia de abertura envolvendo fatos históricos. Uchôa e eu tratamos desse assunto. E essa carta enfatizou o que todos nós sabemos. O compromisso do Japão com a paz, e que o país não se furtou em reconhecer os erros do passado. E apontou uma imprecisão nossa em comentários sobre a bandeira do país e sobre a figura do imperador.

Porém, a carta também elogiou a nossa transmissão e a nossa cobertura das Olimpíadas. Eu aproveito então para agradecer os elogios e nos desculpamos se cometemos alguma imprecisão. O objetivo absolutamente não era esse. Nestes Jogos Olímpicos, o Japão encantou o mundo. Realmente ele conseguiu organizar os jogos em uma situação dificílima, como nós já falamos. Ele enviou uma mensagem de paz, de esperança, de inclusão.

Ele foi extremamente hospitaleiro com os poucos estrangeiros que foram para Tóquio para os Jogos. Eu mesmo sou testemunha disso, mesmo não tendo ido. Gostaria de ter estado lá, demonstrei várias vezes essa vontade. A primeira vez que eu fui ao Japão lá se vão 40 anos. Fui dezenas de vezes ao país, aprendi a amar esse país, e sempre recebi muito carinho e muito respeito por parte dos japoneses. Nossa equipe lá foi testemunha disso.

Se cometemos alguma falha, pedimos perdão. Mas agradecemos os elogios recebidos.

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