Freiras se apaixonaram em convento e renunciaram aos votos para ficar juntas

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Quando pensamos nas freiras, imaginamos mulheres de muita obediência e abnegação, mas algumas delas podem nos surpreender com suas atitudes.

Monica Hingston, uma australiana de família tradicional católica, há 51 anos anos tomou a decisão de entrar no convento.

Na época, ela tinha 21 anos de idade e procurava uma maneira de espalhar o bem pelo mundo.

Após alguns anos dando aula, ela se sentiu um pouco desencantada com a vida e pediu licença da vida religiosa. Monica viajou um pouco e, de volta ao seu país, obteve um diploma de assistente social e começou a trabalhar em um centro comunitário de saúde.

Como Monica era membro ativo da Anistia Internacional, foi para o Chile a fim de trabalhar com causas sociais, sem fazer ideia de que sua vida se transformaria completamente. Em 1983, em Santiago, ela conheceu Peg, uma freira franciscana dos Estados Unidos, que morava e trabalhava no país havia 17 anos.

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Com o passar do tempo e a convivência, Monica percebeu que estava apaixonada pela colega, e descobriu que o sentimento era mútuo. No entanto, o seu relacionamento jamais seria aceito pela Igreja. Então elas fizeram uma escolha muito complicada, mas que lhes permitiu viver o seu amor: decidiram morar juntas e solicitar a dispensa de seus votos, que lhes foi concedida.

Após isso, o casal viveu junto por mais nove anos no Chile. No entanto, apesar de felizes uma com a outra, passaram por uma ditadura militar muito complicada. Nesse período, trabalharam com mulheres nas favelas e se apoiaram mutuamente.

Após um tempo, resolveram ir para a Austrália, país natal de Monica, enfrentaram mais algumas dificuldades por conta da sua opção, mas nunca permitiram que as dificuldades ficassem no caminho do seu amor.

Sua história poderia ter durado muitas décadas, porém o destino quis que as coisas fossem diferentes. Uma fatalidade fez com que as freiras se separassem muito antes do que planejavam. Em 2011, Peg morreu vítima de um câncer na vesícula biliar.

Apenas seis anos depois, o casamento de pessoas do mesmo sᕮxo foi aprovado no país, e Monica comemorou essa conquista sozinha. Mesmo com muita saudade da amada e de todas as lutas e vitórias que compartilharam, hoje ela encontra conforto em saber que os casais gays de gerações mais novas têm mais direitos do que ela e Peg.

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