FOI COM MEDO DE AVIÃO QUE EU SOFRI UM DOS MAIORES SUSTOS DA MINHA VIDA NO KING AIR F-90 DO AYRTON SENNA, UM SIMILAR DO QUE CAIU CO

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Por Charles Marzanasco, ex-assessor de imprensa de Ayrton Senna

Se eu já não entendo muito de automóveis, imagine de aviões. Mas na última sexta-feira (5/11), à tarde, estava com a TV ligada quando vi que a cantora Marília Mendonça tinha falecido num acidente de avião.

Notei que a aeronave era muito semelhante ao King Air do Ayrton Senna. Mais tarde, vi que era similar ao confirmar com o próprio Leonardo Senna, em Angra, por celular. Adiantou que o avião já não está mais com a família.

Foi numa viagem para Curitiba, em fevereiro de 1994, quando o Senna ainda era vivo, mas ao lado do seu irmão Léo e do sócio da família na Senna Import, Ubirajara Guimarães, que eu sofri o maior susto de minha vida dentro de um avião.

Foi no King Air F-90, prefixo PT-ASN, as iniciais de Ayrton Senna e o N do seu piloto Nelson da Silva Loureiro, que estava na cabine daquele nosso voo com seu co-piloto.

253054812 208744861403447 6690915197139751418 nTempo bom na saída do Campo de Marte, em São Paulo, a viagem foi tranquila até a Serra de Curitiba, onde o avião pegou uma forte turbulência de ar e, além de desviar o seu movimento para baixo, eu escutei um forte barulho externo, aparentando uma batida no final da asa direita.

A impressão que tive foi de um choque que provocou um início de giro do avião, que só não ficou de cabeça para baixo porque na metade do rodopio retornou ao lugar.
Com aquele rápido movimento fez todas as nossas malas virem lá de trás pra cima da gente.

Foram 10 minutos de pavor com a sensação de estar numa montanha russa, até a descida no aeroporto.

Eu e o Bira sofremos muito mais do que o Léo, que garante, até hoje, não ter sentido aquele meio giro que inventei. Resume que o King Air é um dos modelos mais seguros entre os aviões menores e que só passamos por uma forte tempestade com CB”s e o avião deles era dotado de um equipamento auxiliar para apoio do piloto naquela situação.

Quer saber, dali em diante eu fiquei ainda com mais medo de aeronaves pequenas e helicópteros. Me sinto muito melhor nos aviões da Gol presidida pelo meu amigo Paulo Kakinoff e pronto.

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