Foguete chinês perde controle no espaço, e destroços caem na Terra nos próximos dias

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Destroços do foguete chinês Longa Marcha 2, lançado em 29 de abril para colocar em órbita parte da estação espacial do país, devem cair em águas internacionais nos próximos dias, mas com local ainda incerto, afirma o tabloide China’s Global Times. Segundo o veículo, vinculado ao People’s Daily, maior jornal do país, relatórios apontam que a espaçonave está “fora de controle”, mas que “não há motivo para o pânico” entre a população.

O foguete Longa Marcha 2 foi lançado ao espaço como mais uma etapa chinesa dentro da corrida espacial. A nave foi utilizada para colocar em órbita o módulo “Tianhe”, o primeiro de três que vão integrar a estação espacial chinesa, que deve ser concluída até o final de 2022.

Segundo o editor-chefe da revista Aerospace Knowledge, Wang Yanan, entrevistado pelo China’s Global Times, a maior parte dos destroços devem queimar ao entrarem na atmosfera, e apenas pequenos fragmentos devem cair na superfície terrestre.

Ele contou ao veículo que, apesar disso, os destroços devem cair em regiões em que não há atividade humana ou nos oceanos.

O especialista em Espaço com quem o China’s Global Times conversou, Song Zhongping, afirmou que o sistema de monitoramento espacial do país asiático vai ficar atenta às áreas próximas ao curso de voo da aeronave e tomar medidas para mitigar danos.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos afirmou, em declaração oficial, que o Comando Espacial do país está rasteando o foguete, e estima que a sua entrada na atmosfera deve ocorrer até o próximo sábado (8), e estão apresentando relatórios diários sobre sua localização desde esta terça-feira.

De acordo com o Pentágono, todos os destroços podem ser ameaças potenciais ao tráfego seguro e ao domínio do espaço.

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